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Segunda-feira, 19 de novembro de 2018 - 07h58m

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Expectativas nos novos governos



Por Ivan Ramos

Passados os primeiros 20 dias após as eleições no Brasil, continuam as expectativas sobre como serão as novas administrações públicas que assumirão em 1º de janeiro. Embora os candidatos tenham prometido mudanças, a curiosidade continua sobre o que mudarão, ou o que pretendem mudar. Afinal todos nós sabemos que em política, nem sempre se consegue fazer o que se pretende, pois existem nos bastidores muitos interesses que podem dificultar ou inviabilizar os projetos defendidos em campanhas eleitorais. Além do aspecto político que depende da boa vontade do Poder Legislativo em aprovar muitas propostas, também tem a força do corporativismo de categorias, especialmente no serviço público, mas não só nele.

A movimentação de bastidores é intensa em todos os setores, todos tentando evitar mudanças que possam afetar os interesses e privilégios individuais existentes em todos os níveis. Quanto mais tempo demorarem os futuros governantes para anunciar sua equipe e suas intenções de mudanças, maior serão as especulações e a movimentação para evitar as mudanças. Terá que haver muita determinação e até mão de ferro para colocar em prática mudanças pretendidas, porque em caso contrário, poderá não acontecer e frustrar uma população que sem sombra de dúvidas votou em propostas e nem tanto em nomes de candidatos.

Em nível federal estão mais avançadas as indicações de responsáveis por ministérios. Em que pese o presidente eleito já ter mudando de opinião por diversas vezes, os primeiros nomes anunciados para os ministérios tem agradado a população e ao mercado. É preocupante, entretanto, a mudança de rumo que tem dado no anúncio da nova máquina. Uma hora anuncia uma coisa e depois, certamente sobre pressão, muda e isso começa e frustrar as expectativas. Mesmo assim o otimismo ainda é grande e aguarda-se a definição da nova estrutura de governo e os nomes que assumirão o comando para então ser ter uma estabilidade melhor até mesmo na economia, que começou bem com a eleição de Bolsonaro, mas que novamente está instável, com as mudanças de pretensões antes anunciadas.

No Estado de SC a indefinição é ainda é maior. O governador eleito está blindado, sem anunciar nada por enquanto. Não dá detalhe da nova estrutura que pretende implementar no Estado, apenas reafirma que vai reduzir a estrutura. Nem os nomes que poderão ocupar as secretarias ou órgãos de direção no governo são conhecidos. Está começando a preocupar o cidadão, afinal, o governo não pode ter solução de continuidade. Certamente existem muitos projetos e programas governamentais que precisam ter continuidade independentemente de quem está no Poder, e se não se der o norte para o novo governo, gera inseguranças e pode ocasionar prejuízos no futuro.

Na agricultura, por exemplo, não se sabe se os atuais programas vão continuar ou se terão modificações. Agricultura tem calendário agrícola que não pode esperar. De qualquer forma, aqui também as expectativas são positivas. O novo governador precisa estar com credibilidade administrativa e isso só se confirmará quando se souber qual será a estrutura do Estado e quem a comandará. Por enquanto está sendo uma incógnita. Não se sabe quem serão os novos gestores. Vamos aguardar que isso seja clareado nos próximos dias. Tanto aqui no Estado, como no federal se espera que o povo não se frustre mais uma vez com os nossos políticos. Pense nisso.

Diretor executivo da Fecoagro/SC - Florianópolis/SC


Fonte: Fecoagro/SC
















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