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Quarta-feira, 09 de março de 2005 - 18h34m

Política Agrícola > Agronegócio

O Peso da Agropecuária Brasileira



Por Edson Neme Ruiz*

Neste momento, muitos produtores rurais devem estar se questionando: adquiri os insumos suficientes, fiz os investimentos necessários para o plantio e a colheita, e porque na hora de vender a safra tenho obtido um valor bem abaixo do desejado? É inadmissível que, em pleno século XXI, o produtor rural e os bens por ele gerados sejam tratados ainda de maneira discriminatória pelos outros agentes do setor econômico. Acreditamos que estas e outras questões relevantes sobre a geração de renda devam ser debatidas exaustivamente pelo setor agropecuário brasileiro, durante a 45ª edição da Exposição de Londrina - que será promovida entre os dias 7 e 17 de abril, pela Sociedade Rural do Paraná.

Sabemos que o produtor rural tem se preocupado com a sua formação profissional e também com a melhoria da qualificação da mão de obra que emprega. Tanto é verdade que, nos últimos anos, a atividade vem respondendo por mais de um terço dos empregos diretos criados no país e, simultaneamente, bate recordes e recordes de produção. É um dos setores que melhor sabe aliar o potencial do capital humano com os avanços da tecnologia moderna!

Entretanto, como explicar que a indústria frigorífica penaliza o agropecuarista - criando deságios nas tabelas de preços da @ do boi - num determinado instante em que ele melhora ainda mais a qualidade da carne ofertada? A quem realmente interessa a queda nos valores pagos pelas sacas de soja ou nos preços dos fardos de algodão? Matéria divulgada, recentemente, pela imprensa mostra que a renda do agricultor deverá cair este ano 16% em R$ e 12% em US$, em comparação ao ano de 2004. Todos os tipos de grãos apresentarão recuo de receitas na comercialização, e o agricultor sentirá drasticamente no bolso a queda da rentabilidade, ou melhor, de tudo aquilo que lhe sobra, depois de descontados os custos de produção, os impostos e as taxas.

Para minimizar a situação, o Governo Federal tem adotado algumas medidas de emergência, como a prorrogação das dívidas de custeio de trigo e algodão e a liberação de recursos para comercialização da safra. Estas ações, além de apenas serem paliativas, deixam a desejar. O setor não necessita de "esmolas", mas de políticas agrícolas duradouras que valorizem e beneficiem sempre os principais interessados pelo processo: o produtor rural.

É necessário que todos entendam o verdadeiro "peso" da agropecuária brasileira. Mais do que simplesmente comparar o agropecuarista a uma imitação do "cowboy" ou "red neck" norte-americano - que usa calça jeans, camisa xadrez e botas de couro - ou de um caipira enraizado no sertão, é preciso conhecer bem as tarefas por ele desempenhadas: a de principal provedor de todas as matérias-primas que movimentam as atividades do agronegócio; a de ser o responsável pelo alimento que chega às mesas dos nossos lares; e de propiciar a geração de muitos empregos, garantindo também elevados dividendos para a balança comercial do país. Só assim, é que vamos valorizar tudo aquilo que o agropecuarista produz.

* Presidente da Sociedade Rural do Paraná


Fonte: Sociedade Rural do Paraná
















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