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Segunda-feira, 06 de junho de 2005 - 11h33m

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Pesquisa em agroecologia em Tocantins



Por Fábio Luiz de Oliveira *

O manejo agroecológico no Brasil se fortaleceu após o II Encontro de Agricultura Alternativa, que ocorreu em 1984 em Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde foi redigido um documento, conhecido como a Carta de Petrópolis, na qual 22 secretários estaduais de agricultura, se comprometeram a apoiar e reforçar as propostas, tornando visível este movimento em todo o país. A pesquisa agropecuária, entretanto, tem-se mostrado tímida na sua capacidade de resposta as demandas do setor produtivo, embora existam alguns projetos isolados na linha de agricultura orgânica em andamento. Algumas instituições oficiais de pesquisa como a Incaper – ES, tem conduzido projetos visando desenvolver e adaptar tecnologias para a agricultura orgânica.

Outra experiência vem sendo conduzida com um caráter de sistema integrado de pesquisa em produção agroecológica, a chamada Fazendinha Agroecológica do Km 47, um convênio que inclui também a Embrapa Agrobiologia, Embrapa Solos, a UFRRJ e a Pesagro-Rio, localizada no município de Seropédica/RJ.

Particularmente, no Estado do Tocantins a produção e o consumo de produtos orgânicos são, respectivamente, atividade e hábito bastante recente dos agricultores e consumidores Tocantinenses.
Relatos mostram que a primeira feira de produtos orgânicos do Tocantins foi aberta no ano de 2002. A diversificação das culturas e a integração lavoura / pecuária procura ser sustentável e unir uma economia viável com a preservação do meio ambiente. Esse ideal hoje é uma prática cotidiana dos produtores rurais de Taquaruçu — distrito da capital Palmas.

A implantação da feira, reivindicação dos agropecuaristas, se justifica, pois atualmente, o escoamento da produção é feito sem qualquer diferenciação entre o orgânico e convencional. O Instituto Agroecológica conduz uma Fazenda Ecológica que é uma das pioneira na produção orgânica no Tocantins.

Contudo, a agroecologia no país, precisa de bases científicas consistentes que permita o avanço tecnológico necessário ao setor produtivo. A criação de um espaço para o exercício do manejo agroecológico dentro de um enfoque integrando, programado com base na integração lavoura-pecuária, envolvendo plena diversificação nas explorações vegetal e animal, onde se pode congregar ensino e pesquisa, aliados a capacitação em agroecologia, seria um gerador de conhecimento importante ao avanço tecnológico da agroecologia no país, sobretudo no Estado do Tocantins.

Nesse sentido, a UNITINS deu um salto a frente e está implantando, em parceria com a SEAGRO e o RURALTINS, o projeto SIPA – Sistema Integrado de pesquisa em Agroecologia, dará um grande suporte para geração de tecnologias para agricultura familiar, sobretudo aos pequenos e médios produtores descapitalizados do Estado do Tocantins.

As demandas de pesquisa e as ações necessárias serão identificadas in loco, com o agricultor, através de Diagnóstico Participativo em Agroecologia, pois ainda que os sistemas alternativos sejam considerados como principais fontes inspiradoras da agricultura sustentável, já sendo hoje empregados em diferentes condições ambientais, com resultados satisfatórios do ponto de vista, ecológico, agronômico, econômico e social, ainda há um longo caminho a percorrer, principalmente em busca da ampliação da oferta de alimentos saudáveis para a população brasileira, em especial à Tocantinense.


* Professor da UNITINS e Dr. em Agroecologia


Fonte: Fabio Oliveira
















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