Bom dia!
18/10
 

Artigos

Voltar
Segunda-feira, 06 de junho de 2005 - 09h38m

Agroecologia > Solo

Erosão: A Chaga do Solo



Por Aldo Schmidt *

A maioria dos agricultores da região de Santa Rosa são exemplo de produtores que utilizam tecnologias, principalmente, no que tange ao uso de insumos, fertilizantes, fungicidas, inseticidas, etc. Grande número deles cultivam suas áreas no sistema de plantio direto. Até aí, tudo bem. Porém, as condições adversas, como sucessivas estiagens, tem ocasionado diminuição de rendimento que trazem, em seu bojo, sérios problemas para a economia.

Por outro lado, com o advento do plantio direto, os agricultores se descuidaram com a questão da conservação de solos. Até o fim da década de 80, falar em conservação de solos, no entendimento do agricultor, era sinônimo de terraceamento, embora, para os técnicos, esta era, tão somente, uma das práticas recomendadas.

Mas, o que se entende por conservação de solos? Conservação de solos é a adoção de uma série de práticas que evita a erosão e proporciona melhorias na qualidade de solo. Essas práticas são: a rotação de culturas, que propicia melhorias na estrutura; a utilização de plantas recuperadoras, que provoca melhor infiltração da água; o plantio direto , que elimina a mobilização do solo; o uso de fertilizantes na melhoria química e o terraceamento, como prática física que intercede no escorrimento da água.

Para ter sucesso é necessária a adoção dessas práticas em conjunto. Porém, o que se vê é que, com o advento do plantio direto, os agricultores, embora alertados pelos órgãos de assistência técnica, tem, cada vez mais, diminuído o uso de fertilizantes e eliminado o sistema de terraceamento. O terraço, por si só, não resolve o problema da erosão, mas dentro do sistema integrado, ele é o “goleiro” da lavoura, é a estrutura responsável por evitar o escorrimento das águas das chuvas, que provoca a erosão, como também, é a estrutura responsável pela armazenagem da água.

As chuvas ocorridas, a partir do dia 10 de junho, em torno de 170mm, causaram estragos irreparáveis nas propriedades rurais, carreando os solos para dentro das estradas, riachos e rios. Junto com esse solo, que não mais retornará ao seu local de origem, soma-se a força do trabalho do produtor e todos os insumos que, juntos, se vão. E a água, principal propulsor da produção, por que não está sendo armazenada na lavoura, nesse momento de altas precipitações? Quando chegar o verão, e novas estiagens acontecerem, serão sentids as medidas que foram deixadas de fazer.

Ainda, há tempo de corrigir. Para isso, é necessário que todas as Instituições, ligadas ao setor agrícola, voltem a reafirmar a necessidade de se construir uma base sólida para a recuperação da agricultura. Essa base, inicia-se pela adoção de práticas conservacionistas que nos darão alicerce para o desenvolvimento e consolidação da agricultura da região.


* Engenheiro Agrônomo da Emater/RS


Fonte: Conceição Andréa Lima Salomão
















© Copyright 2018, Via Informação - Todos os direitos reservados
Proibida a cópia e reprodução total ou parcial sem a citação da fonte.
Site desenvolvido por Grandes Idéias

Skype: paginarural

E-mail: paginarural@paginarural.com.br

h t t p : / / w w w . p a g i n a r u r a l . c o m . b r