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Segunda-feira, 08 de agosto de 2005 - 19h38m

Agronegócio > Bovinos

A situação da pecuária



Por Paulo Ricardo de Souza Dias

Em que pese os resultados econômicos e geração de riquezas que o
Agronegócio vem trazendo ao Brasil, em que pese o volume de produção agropecuária estar batendo recorde internacional, o setor primeiro desta cadeia não vem colhendo ganhos, não consegue renda suficiente inclusive para cobrir os gastos com a produção. O mais grave para nós é que os principais produtos da região, arroz e carne, se encontram neste rol, onde há desajuste entre produção e consumo. As razões deste aumento de produção são conhecidas, tais como: competência vocacional do Produtor, incremento de tecnologia, muito trabalho, além de uma política federal de absorver a produção do Mercosul.



As razões do baixo consumo se explica pelo custo final dos produtos,
inchados pela carga tributária, juros altos, taxa cambial, pelo custo Brasil aí se entende transporte precário, portos despreparados e caros, baixo poder aquisitivo dos consumidores e mudança no hábito alimentar. Para aumentar a complexidade da situação a atenção à segurança alimentar que é uma tendência mundial e se intensifica ano a ano, exige de toda cadeia uma atitude e
preparo para não ficarmos fora deste mercado cada vez mais globalizado e competitivo. Certamente essa exigência de preparo é uma oportunidade que temos para superar a crise, usando aquilo que já dispomos, sem necessidade de investimentos maiores.

Apesar de medidas que estamos buscando como a abertura
de mercados internacionais, campanhas de marketing para o aumento do consumo de carne e arroz, está na diferenciação de nossos produtos uma oportunidade de agregarmos valor e conseqüentes ganhos.

A identificação geográfica da carne do Pampa gaúcho é sem duvida uma ação importante neste sentido. Mais uma vez, o pioneirismo em pecuária de corte da região, a nossa vocação ganadeira, o nosso privilegiado ecossistema pampa, nossa base genética e os processos de produção, criação a pasto, somados a rastreabilidade, ao abate humanitário (essa é uma terminologia nova para nós e que não difere do que já fizemos), agregando a identificação e a
garantia que esses produtos procedem deste meio tanto do ponto de vista geográfico como cultural vão gerar os resultados esperados. Valorosos homens do campo criaram a Apropampa, uma associação de produtores com o objetivo o de por em prática esta identificação geográfica, com a importante participação do SEBRAE, SENAR-FARSUL. E o Seminário internacional sobre identificação geográfica que acontece na Associação/Sindicato Rural de Bagé nos dias 15 e 16 de agosto é a oportunidade dos produtores rurais saberem mais sobre o assunto e se somar a esta idéia.


* Presidente da Associação/Sindicato Rural de Bagé


Fonte: Rural de Bagé
















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