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Segunda-feira, 08 de agosto de 2005 - 16h16m

Agricultura > Agricultura Familiar

Agricultura familiar com inclusão social



Por José Alves da Silva Câmara*, José Almeida Pereira**, Robério Sobreira dos Santos* e Hoston Tomás Santos do Nascimento**

No Maranhão, a agricultura familiar apresenta características peculiares que necessitam de soluções abrangentes na busca dos princípios primários da incorporação do cidadão às condições mínimas de desenvolvimento com inclusão social. No caso específico de Barra do Corda, mas sem excluir outros municípios maranhenses, os aspectos não tecnológicos tais como, a falta de educação, saúde e estradas são fatores primordiais que inibem, em muitos casos, a adoção da tecnologia agropecuária pelo agricultor familiar.

Em recente levantamento feito em seis comunidades de três assentamentos daquele Município, verificou-se que é preciso investimentos maciços em infra-estrutura para proporcionar o mínimo de inclusão social e desenvolvimento das comunidades locais. O processo produtivo, centrado em culturas de subsistência, principalmente arroz e mandioca, é feito, com a utilização de cultivares tradicionais, que apresentam ciclos longos e sem aceitação pelo mercado consumidor mais exigente, especialmente, o arroz. Para não centrar unicamente nos aspectos produtivos, mas , afirmando que eles dependem fundamentalmente da infra-estrutura, é preciso estabelecer que o desenvolvimento tecnológico é apenas uma parte do contexto da inclusão social do agricultor familiar.

No caso específico dos assentamentos visitados em Barra do Corda, o transporte, a saúde, a educação e a energia elétrica precisam de soluções concretas para que as comunidades possam produzir e escoar sua produção e comprar insumos para continuar vivendo condignamente em suas localidades. Devido às precárias condições de conservação, as estradas municipais que ligam as rodovias aos assentamentos, não asseguram a mínima garantia de que os produtos da agricultura familiar cheguem ao comércio da sede do município com qualidade.

A educação local é, apenas, a elementar, obrigando a juventude a se deslocar para a sede do município para ampliar seus conhecimentos, o que termina provocando o êxodo de jovens dos assentamentos e elevando, segundo depoimentos das comunidades, a prostituição na sede municipal.

Com relação ao processo produtivo é preciso que os órgãos de assistência técnica, fomento e agentes financeiros, estabeleça um compromisso com as comunidades assentadas. E, isto consiste em disponibilizar tecnologia simples, de fácil acesso, com geração de emprego e agregação de valores, incorporando ao processo uma transferência de tecnologia com assistência técnica de qualidade e que assegure o desenvolvimento com sustentabilidade e, de fato, uma inclusão social definitiva.

* T. N. S., Embrapa Meio-Norte, Av. Duque de Caxias, 5650 – Bairro Buenos Aires – Teresina – PI

** Pesquisadores da Embrapa Meio-Norte, Av. Duque de Caxias, 5650 – Bairro Buenos Aires – Teresina – PI


Fonte: Ursula Maria Barros de Araújo
















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