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Quinta-feira, 07 de julho de 2005 - 14h10m

Animais > Ovinos

O que o cavalo diria?



Por Antônio Fernando Amorim Farias*

Já me deparei com situações inusitadas no que diz respeito aos mais diversos tipos de “tratamentos” instituídos empiricamente por donos de cavalos que, apesar dos avanços na medicina veterinária preventiva e curativa, insistem em admitir tratamentos baseados em crendices e “achismos”, ditos por experts da eqüinocultura.

Como exemplos absurdos, posso citar algumas das mais aberrantes situações que presenciei. Ao atender um cavalo que inicialmente aparentava estar com habronemose, uma destas pessoas que ficam dando sugestões de tratamentos disparou: “eu vi um caso igualzinho a este, e curei com banha de sapo”. Quando eu perguntei: Como assim? ele respondeu: “Doutor, nós lavamos a ferida com sabão amarelo e em seguida amarramos um sapo morto com a barriga aberta em cima da ferida; não tem erro, cura mesmo”. Resultado, não sobrou nenhum sapo cururu na região dele.

Outro relato de tratamento milagroso e muito comum entre criadores menos informados refere-se à cólica. Segundo o amigo de um fazendeiro, ele deveria dar uma garrafa de coca-cola com sonrisal via narina para o animal; assim, ele colocaria os “gases” para fora e seria “tiro e queda”?!!?

É impressionante a desinformação de alguns proprietários que ainda submetem seus animais a tratamentos absurdos, quando dispomos de recursos como as pastas antiparasitárias, a exemplo de Eqvalan Gold, que trata de vermes redondos, chatos e larvas de moscas (gasterófilos). Outra opção, nos casos de cólica, por exemplo, seria a indicação e uso por parte do veterinário, de Ketofen 10%, que tem ótima atuação não só nas cólicas como também em problemas osteoarticulares.

Apesar de condenar tais práticas, entendo que estes proprietários pecam pela desinformação e crendice, mas fazem isso por amor a essa espécie belíssima. No momento de aflição, buscam alternativas absurdas, quando devem procurar prioritariamente um médico veterinário para resolver os mais diversos problemas que acometem os eqüinos.

Diante esses relatos de tratamentos mirabolantes, só nos resta perguntar: Se falasse, O quê o cavalo diria?


* médico veterinário, há três anos trabalhando na área de clínica cirúrgica de eqüinos.


Fonte: Texto Assessoria de Comunicações
















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