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Quinta-feira, 07 de julho de 2005 - 10h04m

Agricultura > Horticultura e Olerícolas

Pragas em cultivos protegidos e o controle biológico



Por Vanda Helena Paes Bueno*


O sistema de cultivos protegidos é um método de produção de hortaliças e ornamentais relativamente novo no Brasil, mas que está se expandindo a cada ano. Iniciou-se nos anos 70, principalmente nos Estados da Região Sul, com posterior expansão para o resto do país. Estima-se atualmente uma área total de 2500 ha. A produção de flores começou em São Paulo (ex.Holambra), e ainda é o estado que concentra o maior plantio de ornamentais. Atualmente, outros estados como Ceará, Bahia e Minas Gerais, também, estão entrando nesse mercado.


Mais de 400 espécies de plantas são produzidas em casas de vegetação ou estufas, ornamentais como rosas, crisântemos, gérbera, violetas, azálea, kalanchoe, e hortaliças como tomate, pepino, melão, pimentão e alface. Esse ambiente propicia uma maior proteção às plantas contra os fatores ambientais, o que leva a uma maior produtividade. Como exemplo pode-se citar que o cultivo de pimentão em condições de campo apresenta uma produtividade de cerca de 70 a 80 caixas a cada 1000 plantas, já em casas de vegetação, esta produtividade é de 700 a 800 caixas/1000 plantas.

Entretanto, nos cultivos protegidos, a manutenção de um microclima para a rápida produção vegetal propicia também o surgimento de pragas mais rapidamente que em condições de campo. Cerca de 88% das casas de vegetação no Brasil apresentam problemas com pragas, sendo pulgões, tripes, moscas brancas, moscas minadoras, cochonilhas e ácaros as mais comuns. O controle dessas pragas através de programas rotineiros de pulverizações de produtos fitossanitários, e a falta de pesquisa e ou não disponibilidade de inimigos naturais são a principal desvantagem para os produtores que utilizam esse sistema de produção no país.

Dessa maneira, esses produtores estão fortemente interessados no controle biológico de pragas visto o exemplo de sucesso em outros países, ao problema crescente de resistência, a poluição ambiental, aos custos do controle químico e problemas com resíduos nos produtos para exportação. Assim o desenvolvimento e a implementação do controle biológico em ambientes de cultivos protegidos é uma realidade promissora, pois existem muitos insetos, parasitóides e predadores, e ácaros predadores associados as principais pragas que ocorrem nesse sistema de produção em ambiente protegido.

Pesquisas desenvolvidas por nós no Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras, têm demonstrado que os tripes e os pulgões, por exemplo, podem ser controlados com a liberação de insetos parasitóides (vespinhas) e percevejos predadores, respectivamente. No entanto, ainda existem problemas quanto a comercialização dos inimigos naturais no nosso país, o que dificulta a implementação de programas de controle biológico por parte dos produtores.


* professora do Departamento de Entomologia, Universidade Federal de Lavras.

email: vhpbueno@ufla.br


Fonte: Assessoria de Comunicação da Ufla
















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