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Quinta-feira, 07 de julho de 2005 - 15h37m

Agronegócio > Leite

Gerenciamento do rebanho por exceção garante a rentabilidade da pecuária leiteira



Por Evandro Schilling*


Mais do que nunca a rentabilidade da pecuária de leite depende da eficiência produtiva. Em um cenário em que o preço é ditado pelo mercado e a indústria bonifica ou penaliza pela qualidade do leite oferecido, o produtor vê-se na obrigação de investir na modernização de sua propriedade, sob pena de comprometer a lucratividade do seu negócio. Nesse contexto, ganham importância os investimentos em ferramentas de gestão, capazes de controlar a produção, auxiliar o criador a planejar o futuro do projeto e, principalmente, equacionar os problemas normais do plantel. O gerenciamento do rebanho leiteiro por exceção, cuja principal característica é o foco nos problemas da propriedade, é uma das ferramentas de destaque no cenário atual.


Como o nome diz, o gerenciamento por exceção é focado em animais que apresentam alguma condição diferenciada em relação aos demais. O produtor não precisa se preocupar com os animais produtivos e saudáveis, mas com aqueles que não atingiram os índices de produção e qualidade desejados, como baixa produtividade, ganho de peso inadequado, indícios de problemas de saúde e produção de leite fora dos padrões de qualidade.


O sucesso da implementação do gerenciamento por exceção em uma fazenda depende, principalmente, da coleta de informações sobre todas as fêmeas, uma vez que as exceções são facilmente identificadas somente se todos os animais são controlados. Da mesma forma, as medidas corretivas apenas surtem efeito quando os dados são confiáveis.


Os especialistas recomendam que a propriedade leiteira moderna equacione os custos e as receitas gerados por suas vacas em lactação. Mas há fazendas com 100, 200, 500, 800, 1.000 fêmeas em produção. Nessa realidade, coletar dados, armazenar informações e tomar decisões são tarefas complexas.


A resposta está na automação da coleta de informações necessárias ao bom gerenciamento da propriedade. O mercado já conta com sistemas de ordenha com softwares de gestão, capazes de coletar, armazenar e processar informações sobre os animais e o equipamento de ordenha, organizando os dados na forma de relatórios gerenciais, que auxiliam a identificação dos problemas e tomada de decisões. Este nível de integração só é possível por meio de sensores que identificam os animais individualmente.


Assim, é possível saber com exatidão a produção de cada vaca, auxiliando o produtor a selecionar as melhores fêmeas para o contínuo aprimoramento genético e produtivo do rebanho. Este dispositivo também permite localizar os animais de baixa produção, permitindo ao técnico da fazenda verificar se o animal possui alguma deficiência nutricional ou problema de saúde ou se ele realmente deve ser encaminhado para o descarte.


O gerenciamento por exceção não se preocupa somente com problemas, mas também com outras questões que interferem diretamente no desempenho da atividade leiteira. É o caso da detecção adequada do cio das vacas. O cio, identificado de forma precisa, confiável e o mais cedo possível, contribui para o sucesso da inseminação artificial, o que é fundamental para trabalhar com intervalos entre partos justos.


Um sensor, conhecido como ‘pedômetro’, detecta com precisão o cio dos animais. O dispositivo verifica o número de passos dados pelas vacas durante o dia. As vacas com alterações hormonais – característica do período de cio – são mais agitadas e caminham mais. O pedômetro ainda é útil na identificação de outras exceções, como agitação abaixo do nível de atividade normal do animal, que podem indicar doença de cascos, presença de parasitos e outros problemas sanitários.


Também é possível detectar as exceções no rebanho por sensores conectados ao equipamento de ordenha, que pode testar a qualidade do leite de cada vaca. Esse dispositivo passa uma corrente elétrica pelo leite, permitindo a identificação de indícios de possíveis doenças, principalmente, de mastite subclínica. A resposta imunológica do animal à mastite e a outras doenças reflete-se na mudança da composição do leite, o que será detectado com o aumento na condutividade elétrica do produto.


Com isso, obtém-se melhores condições para monitorar de perto a saúde do rebanho. O diagnóstico rápido de doenças minimiza os custos com o tratamento, garante que o leite tenha níveis sempre toleráveis de células somáticas e devolve o animal mais rapidamente ao ciclo de produção.


No gerenciamento por exceção, a coleta de informações e a tomada de decisões não se restringem aos animais. O fator humano também é observado, pois são os operadores do equipamento de ordenha os responsáveis pelo bom andamento da coleta. Assim, as modernas ferramentas de gestão monitoram, por exemplo, o tempo gasto na execução das tarefas, permitindo avaliar com precisão o desempenho dos trabalhadores. O gestor pode identificar a necessidade ou não de treinamento ou ainda estabelecer critérios justos para remuneração dos funcionários.


Todos esses pequenos detalhes na produção de leite são o foco do gerenciamento por exceção que está atento a eles para garantir o bom desempenho da pecuária leiteira. E tudo da maneira mais rápida, precisa e simples, como os novos tempos exigem.



* Engenheiro eletrônico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), com MBA pela Universidade de São Paulo (USP), e gerente técnico da WestfaliaSurge, líder mundial em tecnologia de equipamentos para pecuária de leite.
E-mail: info@westfaliasurge.com.br


Fonte: Texto Assessoria de Comunicações
















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