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Domingo, 05 de março de 2006 - 16h56m

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Agrishow LEM, coragem e determinação



Por Sérgio Pitt*


É mais uma prova de muita coragem e determinação dos setores agrícolas e de máquinas no Brasil: em meio a uma crise, que vem, ainda da safra passada, o Sistema Agrishow está prestes a realizar mais uma rodada de feiras, começando por Rio Verde, em Goiás, entre os dias 4 e 8 deste mês de abril; seguindo com as de Rondonópolis (MT), entre os dias 18 e 22 de abril; Ribeirão Preto, entre 15 e 20 de maio; Luis Eduardo Magalhães, 13 a 17 de junho, terminando com a mais nova mostra do Sistema, a do Semi-Árido, em Petrolina (PE), entre os dias 11 e 15 de julho. A pergunta que todos fazem é "para que a Agrishow, se o produtor não está em condições de comprar"?



Entendemos que é importante deixar claro que a Agrishow não é organizada de maneira oportunista. E, no caso da edição de Luis Eduardo Magalhães, ela está estruturada sob um planejamento estratégico, de longo prazo, com um programa flexível, passível de ajustes para adaptação a evolução do mercado. É por isso que foi feita no ano passado, quando já se vislumbravam as dificuldades do setor produtivo e será realizada também neste ano, quando o quadro tem se agravado bastante.

O presidente do Sistema Agrishow, Sérgio Magalhães, enfatiza que “a região de Luís Eduardo Magalhães está crescendo muito, é de alta produtividade e multisetorial”. Isto, ainda de acordo com ele, deixa a Agrishow LEM com vantagens em relação a outras regiões de agronegócio no País. Ainda naquele ano, Magalhães, no seu testemunho das potencialidades do cerrado baiano e das perspectivas da feira na região, lembrava que, diante dos bons resultados da edição de 2004 e do atual contexto do agronegócio brasileiro, não tinha nenhuma dúvida do sucesso desta versão baiana da Agrishow. É por isto que, tanto o Sistema, quanto nós, da AIBA, ABAG e outros parceiros, co-organizadores do evento, estamos empenhados em mais um êxito desta importante feira de tecnologia para o setor agropecuário. Também, acreditamos, será mais uma oportunidade para mostrarmos aos governos, principalmente ao federal, que somos unidos, produtivos e representativos no contexto econômico nacional, além de promovermos o debate entre produtores, empresários e autoridades responsáveis pelo bom desempenho da economia rural no Estado e no País.

Logicamente, as perspectivas de negócios serão afetadas. Porém, no momento das dificuldades, as empresas também precisam demonstrar que acreditam no setor. Não podem abandonar os produtores. A inovação tecnológica deve ser acelerada para melhorar a competitividade do setor produtivo agrícola.

A Agrishow é mais do que uma simples feira de negócios. É um grande evento para apresentação de lançamentos, geração e difusão de tecnologia e apresentação de soluções produtivas.
A data da realização desta Agrishow é interessante. Em junho o país terá colhido grande parte da safra 2005/06 e apurado seus resultados. O evento servirá de foro para os produtores avaliarem e discutirem as estratégias para a safra 2006/07.

Além disto, é, indiscutivelmente, uma oportunidade ímpar de debater alternativas para o setor com as lideranças do setor público e de todos os segmentos da cadeia do agronegócio. Também é um evento extremamente democrático, pois permite que produtores de todos os níveis tenham acesso às mesmas informações, nos fóruns e palestras, e às demonstrações de dinâmicas de campo.

Com relação ao evento propriamente dito, o orçamento deste ano foi reduzido. Os stands estão sendo comercializados dentro das expectativas do planejamento. Pela primeira vez teremos área cultivada para dinâmicas, com o plantio de milheto, considerando-se aqui, a área nova utilizada como base da Agrishow. Por fim, é interessante deixarmos uma mensagem de confiança no setor produtivo, enfatizando que as instituições realizadoras (ABAG, ABIMAQ, AIBA, ANDA e SRB) acreditam na sua recuperação e por isso investem na realização da Agrishow LEM desde 2004.


* economista e administrador de empresas, vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia - AIBA, vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão - ABAPA e diretor de Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano - Fundação BA
E-mail: sergio@aiba.org.br


Fonte: AIBA/Fundação BA
















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