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Terça-feira, 06 de junho de 2006 - 01h23m

Agronegócio > Tecnologia

Brasil do Agronegócio



Por Jeferson Luís Rezende *


Nos últimos anos nós brasileiros, alardeávamos, bravateamos por todos os cantos, que éramos uma Nação eminentemente agrícola. Que éramos os grandes produtores de alimentos do mundo: o “celeiro do planeta”! E aparentemente tudo caminhava realmente neste sentido. Estávamos “surfando” na crista da onda do agronegócio. Éramos imbatíveis no campo. Acredito que ainda somos!


Mas a marola mudou, o cenário mundial sofreu alguns reveses, e internamente adotamos uma política econômica distinta, que contempla algumas questões pontuais, mas está ferindo de morte o agronegócio; que por não contar com uma Política de “fato” para o setor agrícola nacional, está assistindo muitas outras atividades direta ou indiretamente afins à beira de um colapso.

Muita gente está à beira de um ataque de nervos em razão da relação matemática que estacionou sobre a produção agropecuária: alto custo para programar uma lavoura e preços aviltados em reais para contemplar o negócio. Os números mostram claramente que plantar Soja ou Milho, não é mais uma possibilidade de risco, mas garantia de prejuízo.

O fato é que desde que me conheço por gente, ouço as Autoridades falando em “política agrícola, plano safra”; e coisas deste tipo, que de fato nunca saíram ou saem do discurso.

No entanto, o que observamos ao longo do tempo é que não há uma preocupação mínima por parte das Entidades Públicas (e Privadas!) em criar e gerir um Projeto de médio e longo prazo para o agronegócio nacional. Vejam por exemplo como foi à ocupação do cerrado no centro-oeste: no “peito e na coragem”. Não houve um planejamento público que orientasse os agricultores no sentido de direcionar que tipos de culturas deveriam ser implantadas. E neste mesmo caminho, seguindo o caminho natural das coisas, a AVIAÇÃO AGRÍCOLA acabou sucumbindo de certa forma. Foi atrás da “Califórnia” brasileira, como ficou conhecido o Mato Grosso, e agora, diante das novas regras econômicas em vigor, está sem “proa”.

O que o País precisa neste momento, é de um Projeto para o agronegócio, que direcione e apóie adequadamente os empreendedores rurais – entre eles, nós da AVIAÇÃO AGRÍCOLA, a fim de que se evite a realização de investimentos inviáveis, e consequentemente, que se percam recursos: humanos, financeiros e tempo; como por exemplo: será que ainda é ou será viável plantar SOJA ou MILHO na parte centro-norte do MT, em Tocantins, no Piauí, em Goiás e na Bahia ou é melhor direcionar estas regiões para o cultivo da Cana-de-Açúcar ou de outras culturas? Será possível organizar melhor a ocupação destas regiões pelas Empresas Aeroagrícolas; mostrando onde há excesso ou falta de aeronaves? Claro que sim. Desde que exista uma Política Pública que planeje, oriente e apóie as atividades ligadas ao agronegócio, como neste caso, inclusive, a AVIAÇÃO AGRÍCOLA.

O agronegócio é uma grande e poderosa cadeia produtiva, que influi na vida de muitos, desde àqueles residentes lá nos grotões, como as mais diferentes pessoas que circulam pelos grandes centros urbanos.

É preocupante e temeroso o “futuro” do setor agrícola nacional e de muitos de nós que nele labutamos. Daí a importância de nos organizarmos melhor, e buscarmos junto aos órgãos e as entidades públicas e privadas, leia-se: MAPA, ANAC, ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS e FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA, uma ampla e profunda discussão do que pode e deve ser feito neste sentido. Devemos e precisamos estar cada vez mais inseridos nestes temas, sem dúvida alguma. Todos nós!

As dificuldades que assolam o Brasil neste momento devem servir como estímulo e inspiração para se buscar novas oportunidades, e para se reverter o “jogo” a nosso favor.
A favor da produção. Somos sim o “celeiro do mundo”, e a AVIAÇÃO AGRÍCOLA é parte integrante e estratégica deste sistema produtivo.



* piloto agrícola de Guarapuava/PR
Email: dr_consult@ig.com.br.


Fonte: Candice Rohde
















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