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Terça-feira, 04 de setembro de 2007 - 15h55m

Animais > Bovinos

Pró-Genética qualifica o pequeno pecuarista



Por João Gilberto Bento*

O Programa de Melhoria Genética do Rebanho Bovino Brasileiro (Pró-Genética) é um conjunto de estratégias que visa fazer chegar a todos os níveis da pecuária brasileira a genética efetivamente melhoradora. São três os objetivos fundamentais: Melhorar a qualidade e a produtividade do rebanho nacional, garantindo melhor padrão na desmama de bezerros, melhorar a renda principalmente do pequeno e médio pecuarista e garantir melhor liquidez para touros PO no longo prazo.





O foco principal é principalmente o pequeno pecuarista com propriedades até 150 hectares, que segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), representa 85% das propriedades pecuárias no Brasil. A agregação de valor através da genética é a forma mais rápida de melhorar a receita do pequeno produtor, é a inclusão através da genética.

Os gestores do projeto são principalmente os órgãos de extensão, principais responsáveis pela mobilização do produtor, as instituições financeiras que atuam no recurso, o MDA que atua na articulação, na determinação de políticas e principalmente apoiando os órgãos de extensão, as Embrapas Gado de Leite e Gado de Corte, que contribuem no embasamento técnico, e a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), que se responsabiliza pela organização da oferta, apoio na comunicação e difusão do programa. Junto com este núcleo, temos contado com o apoio fundamental dos Sindicatos Rurais, Cooperativas e empresas privadas.

Quanto a participação de outras raças, é preciso lembrar que o pró-genética em ultima instância é uma ferramenta de promoção a genética nacional, portanto no momento em que a genética volta ao seu lugar de importância na pauta da pecuária brasileira, todos as raças se beneficiam, cabendo a cada uma se organizar.

O grande apelo é demonstrar que a troca de um touro de baixa qualidade por um touro PO, aumenta em até 30% o valor da desmama, seja para leite ou corte, no caso do leite podendo inclusive reter a fêmea. Uma parte importante do Programa é a facilitação para acesso ao crédito.

O Pró-Genética tem conseguido disseminar a proposta por todo estado de Minas Gerais, lembrando que temos tido apoio irrestrito da Secretaria de Agricultura com ênfase no trabalho da Emater. As feiras dificilmente conseguirão sozinhas atender a demanda de tourinhos do estado, no entanto elas são fundamentais para a promoção do projeto e da genética em si.

Nosso objetivo é criar a consciência da importância da genética na atividade pecuária, por mais obvio que possa parecer, para muito produtor, a”ficha ainda não caiu”, ou ele tem realmente dificuldade de acesso aos tourinhos, nos dois casos o processo será permanente.

Com relação aos custos de implantação do processo, estamos procurando minimizar ao máximo com as parcerias regionais e a divisão das atividades. A ABCZ se encarrega do material de comunicação e do técnico que inspeciona os animais na chegada da feira. A Emater financia as visitas aos pequenos produtores, a elaboração dos projetos para financiamento e ajuda a atualizar os cadastros junto aos bancos. As associações locais contribuem com a assessoria de imprensa, o local de realização das feiras, o volumoso para os animais e até o café para os visitantes. Desta forma sem muito ônus para todos estamos realizando cerca de 15 feiras este ano em Minas Gerais.

Quanto aos financiamentos, sendo um programa que visa promover a genética, não tem nenhum preconceito quanto a origem do recurso, no entanto estamos priorizando as fontes principalmente para pequenos produtores, como o Pronaf, Proger e outros. A quantidade de recurso disponibilizada é bastante elevada, com condições muito vantajosas com até 8 anos para pagar e 2 anos de carência e juros de até 2% ao ano.

Quanto aos produtos, a ABCZ tem tido uma grande preocupação a garantia de qualidade dos animais, para isto tem exigido avaliação para leite e em breve exigirá para corte. São animais PO, com andrológico positivo, teste de brucelose e tuberculose negativos, e idade máxima de 36 meses. Estamos em parceria com a Embrapa, Asbraer e MDA no desenvolvimento da primeira versão da cartilha, que visa explicar e orientar o produtor na hora de efetuar a compra, temos a responsabilidade de não frustrar principalmente o pequeno pecuarista.

* zootecnista e superintendente de Marketing e Comercial da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ)
E-mail: joaogilbertobento@gmail.com


Fonte: Página Rural
















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