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Quinta-feira, 06 de setembro de 2007 - 19h06m

Agronegócio > Bovinos

Brasil, o país do presente!



Crescemos ouvindo que o Brasil é o celeiro do mundo, com abundância de terras, água e potencialidades para produção. E que, exatamente por isso, é o país do futuro. Eu discordo. O Brasil é o país do presente.



Nesse turbilhão de notícias ruins que acompanhamos diariamente, talvez falte dar o devido valor às informações positivas, reais e efetivas, que estão transformando, mesmo que lentamente, o nosso país. É o caso do agronegócio, um gigante que representa 1/3 de todas as riquezas brasileiras.

As estatísticas estão aí para provar que somos uma potência na produção animal. Seja em aves, suínos, bovinos e leite, o Brasil está no topo do planeta. Só em exportações, essas atividades estão gerando este ano mais de US$ 10 bilhões em divisas. E isso sem falar em soja, café, laranja, a novidade do momento, a cana-de-açúcar, e em várias outras culturas agrícolas.

Entre todos esses negócios rurais fantásticos, a pecuária permanece na liderança em geração de riquezas para o País. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), são mais de R$ 70 bilhões em negócios com gado somente dentro da porteira. Estamos falando em quase US$ 30 bilhões por ano!

Os números estão aí para provar sua importância e a constatação de que é uma realidade inconteste, inclusive perante os grandes e tradicionais competidores nacionais, como Estados Unidos, Austrália, União Européia e Argentina.

A evolução da pecuária brasileira apenas nos sete primeiros anos do século 21 é simplesmente fantástica.

Vejam alguns indicadores:

Em 2000, a produção de carne bovina girava em torno de 6,6 milhões de toneladas. Em 2007, fechará acima de 9,2 milhões de toneladas: crescimento de quase 40%.

Há sete anos, eram abatidos 32,5 milhões de cabeças/ano, com taxa de desfrute de 20%; hoje, o abate disparou para mais de 45 milhões de bovinos/ano, com desfrute superior a 22%.

As exportações retratam com fidelidade ainda maior o avanço da carne brasileira: em 2000, vendíamos no exterior algo em torno de 592 mil toneladas/ano; em 2007, deveremos fechar com exportação em torno de 2,5 milhões de toneladas.

Em receita no comércio exterior, o cenário é o mesmo: salto de US$ 790 milhões para mais de US$ 4 bilhões: evolução espetacular de quase cinco vezes!

O rebanho nacional também cresceu, mas vejam que interessante: a evolução foi menor que todos os números acima. Em 2000, havia no Brasil cerca de 165 milhões de bovinos; este ano, estamos com 200 milhões de cabeças: elevação de 21%.

Este talvez seja o indicador mais importante de todos, porque constata que a qualidade genética da pecuária brasileira está melhorando a passos largos. Em outras palavras, mostra que nós, os criadores, estamos colaborando efetivamente para o contínuo aprimoramento da atividade.

Ao investir em genética de comprovada qualidade, colocamos no mercado animais produtivos, férteis e precoces, que aos poucos são multiplicados e disseminados pelas fazendas brasileiras.

Talvez esse processo não ocorra na velocidade que gostaríamos e até por isso nem sempre enxergamos avanços consistentes. Mas algo está acontecendo, sim. Os números confirmam isso e esse processo está ajudando a mudar o nosso país. Para melhor.

* pecuarista e proprietário da Casa Branca Agropastoril. Empresa conta com quatro fazendas para seleção, produção e avaliação da genética Simental, Red Angus e Brahman.

E-mail: paulo@casabrancaagropastoril.com.br


Fonte: Texto Assessoria de Comunicações
















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