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Quinta-feira, 06 de setembro de 2007 - 17h59m

Agronegócio > Peixes

Tilápia: um potencial econômico nacional



Por Rodrigo Zanolo *

Nos últimos anos, o Brasil vem apresentando um grande destaque no cenário aquícola mundial, principalmente junto às criações de peixes e camarões em cativeiro. As criações de peixes nativos já se destacam no cenário nacional, no entanto, o peixe de maior importância econômica na cadeia produtiva brasileira é a Tilápia. Observa-se um aumento significativo na produção dessa espécie no Brasil, particularmente junto às criações intensivas em sistemas do tipo tanques-rede nos grandes reservatórios privados e governamentais.




A Tilápia se encontra como o segundo peixe mais produzido no mundo e reconhecido pela excelência de sua carne branca e de excelente textura, o que confirma ainda melhores expectativas futuras. O Brasil possui aproximadamente 5 milhões de hectares em lâmina de água represada e excelentes condições climáticas, favorecendo as criações e justificando um futuro extremamente promissor como um grande produtor mundial. No entanto, alguns aspectos técnicos ainda necessitam ser aprimorados, como, por exemplo, a questões ligadas a saúde dos animais.

Com o aumento e a intensificação dos sistemas de produção, problemas de ordem sanitária assumem um papel cada vez mais relevante no sucesso produtivo e econômico das criações. As doenças bacterianas apresentam-se como os principais obstáculos sanitários dentro da cadeia produtiva da tilapicultura mundial.

No Brasil, destacam-se as bactérias do grupo das Aeromonas móveis; do gênero Streptococcus sp. e da espécie Flavobacterium columnare. Quando em condições favoráveis, estas bactérias são capazes de desencadear doenças e conseqüentemente mortalidades, queda de produtividade e grandes impactos econômicos.

O impacto econômico dependerá da severidade da infecção e da idade e valor econômico dos animais. Dentro deste cenário, o interesse pelo uso de produtos veterinários como vacinas e antibióticos aumentam continuamente. Como a disponibilidade de vacinas ainda é restrita na tilapicultura brasileira e também mundial, existe um interesse crescente pelo uso de antibióticos, como já se observa atualmente.

Embora o uso de antibióticos na tilapicultura brasileira seja uma realidade, esta técnica ainda é realizada com produtos adaptados e destinados a animais terrestres, inviabilizando o suporte técnico necessário para uso legal e responsável destes medicamentos.

Os medicamentos veterinários são ferramentas fundamentais na produção animal, mas devem ser desenvolvidos e registrados para fins específicos, conferindo a indústria e a cadeia produtiva da tilapicultura e da aqüicultura brasileira toda segurança necessária para alcançar melhores índices de produtividade, competitividade e qualidade do produto final.

* médico veterinário, com mestrado em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Londrina. É gerente de Mercado de Aqüicultura Schering-Plough Saúde Animal

E-mail: rodrigo.zanolo@spcorp.com


Fonte: Alfapress Comunicações
















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