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Sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 - 20h06m

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Florestas de seringueira: opção de renda para o silvicultor



Por Rivadalve Coelho Gonçalves

Desde 1951, o Brasil importa borracha natural e látex da Ásia e os investimentos no setor não foram suficientes para, em 55 anos, consolidar a heveicultura como sistema produtivo com viabilidade estável, capaz de suprir o mercado interno. Este fato deve-se às oscilações nos preços do produto, ausência de subsídios na maioria dos Estados brasileiros e não adoção de tecnologias apropriadas.

Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2006, foram gastos 384.726.094 milhões de dólares com a importação de látex e borracha natural nas diversas formas e preços distintos. Dados do IBGE (2006) mostram que o Brasil possui 115.595 hectares de seringueiras plantadas, sendo que 5.191 (4,49%) estão na região Norte, abrangendo os estados de Rondônia, Acre, Pará e Tocantins.

A considerar que a área colhida com seringueira no Acre era de 1.091 ha em 2005, a produtividade de borracha fresca no Estado foi de 581,11 kg/ha naquele ano. Ao preço médio atual, esta produção permite ao produtor uma renda bruta de R$ 1.162,22 por ano/ha. Com a demanda mundial de borracha crescente à taxa de 3% ao ano e a adoção de novos conceitos sociais e ambientais para a sustentabilidade e estabilidade de preços, a atividade de produção de borracha teve uma retomada a partir do início do século 21.

No Estado do Acre, a implantação de uma usina de beneficiamento no município de Sena Madureira, da fábrica de preservativos em Xapuri e a adoção do subsídio de R$ 0,70 (setenta centavos) para cada quilo de borracha fresca, têm sido o diferencial para viabilizar a exploração de seringais com idades aproximadas de 25 anos e de seringais nativos, além de estimular novos plantios. Na esfera federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento instalou, em 2005, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, visando integrar esforços no sentido de fortalecer a heveicultura no Brasil. Falta agora criar a Associação de Produtores e Beneficiadores de Borracha e Látex no Estado do Acre e o Fundo de Fomento ao Plantio da Seringueira.

A organização do setor facilitará a adoção de tecnologias apropriadas desde o preparo mecanizado do solo, correção de acidez, adubação, plantio de mudas de alta qualidade e controle de plantas daninhas, aliadas ao uso de clones mais produtivos e com resistência genética às doenças foliares, o que resultará em sistemas mais produtivos, lucrativos, longivos e auto-sustentáveis.

Engenheiro Florestal, doutor em fitopatologia e pesquisador da Embrapa Acre
E-mail: riva@cpafac.embrapa.br


Fonte: Diva da Conceição Gonçalves
















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