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Quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 - 08h40m

Agronegócio > Cooperativismo

Desafios do cooperativismo italiano e brasileiro



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Cassiano Bragagnolo e Robson Mafioletti

Foto: Via Informação / Página Rural



Por Cassiano Bragagnolo (1) e Robson Mafioletti (2)

As cooperativas italianas ao longo do tempo, independentemente do ramo, tiveram de superar desafios decorrentes do aumento da competitividade pela concorrência nos mercados locais e internacionais. Cooperados, clientes, fornecedores, parceiros estratégicos e a sociedade, estão cada vez mais exigentes com relação à eficiência, o profissionalismo e os resultados econômicos das cooperativas.

Isto tem forçado inúmeras fusões, incorporações e alianças estratégicas entre cooperativas singulares ou de base e entre cooperativas centrais ou federações que no passado disputavam as mesmas áreas de atuação. Essas operações, na Itália, têm ocorrido tanto por necessidade quanto pela constatação de novas oportunidades.

Essa onda de competitividade global vem atingindo cooperativas dos mais variados ramos também em nosso país. Assim, as cooperativas brasileiras devem preparar-se para enfrentar os percalços e aproveitar as oportunidades decorrentes deste fato.

Desta forma, mais do que nunca, é preciso criar um ambiente favorável para que cooperativas de todos os ramos possam estruturar projetos conjuntos, de forma a fortalecer o movimento cooperativista como um todo. Assim sendo, compete ao sistema cooperativista criar as condições necessárias para promover a integração e a realização de projetos.

A cada ano as cooperativas italianas vêm se organizando de forma mais adequada para participarem de empresas e de novos negócios com o objetivo de promover o fortalecimento patrimonial e mercadológico. A principal tendência neste sentido é a de organização das cooperativas em consórcios para ganho de escala ou para tutela e promoção de marcas sem perda de identidade das cooperativas individualmente.

Este fato começa a ocorrer também no Brasil. O principal exemplo foi a criação do Consórcio Nacional Cooperativo Agropecuário – COONAGRO que tem como objetivo inicial a compra conjunta de fertilizantes com possibilidade de expandir seus negócios para a exploração de jazidas e para a industrialização de insumos.

Na Itália, assim como em outros países europeus como França e Espanha, é muito forte a valorização do produto local pela forma de produção agregando valor e promovendo a identificação por meio da Identificação Geográfica do Produto – IGP e Denominação de Origem Produzida – DOP, como por exemplo, no caso dos queijos Parmigiano-Reggiano e Grana-padano e dos presuntos Parma e San Danielle.

Destaca-se ainda, a evoluída estrutura de capitais das cooperativas italianas. Em cooperativas com atividade intensiva em capital pode-se utilizar um interessante fundo promocional onde um sócio investidor, não cooperado, participa nos investimentos e nos resultados de algumas sociedades ou grupos de cooperativas, assim como fundos públicos que ingressam na empresa cooperativa como sócios financiadores com a finalidade de alavancar investimentos e provocar o desenvolvimento econômico e social das regiões.


1 - Engenheiro agrônomo e mestre em economia – Assessor técnico e econômico da Ocepar
E-mail: cassiano@ocepar.org.br.



2 - Engenheiro agrônomo e mestre em economia – Assessor técnico e econômico da Ocepar
E-mail: rmafioletti@ocepar.org.br.


Fonte: Página Rural
















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