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Domingo, 04 de janeiro de 2009 - 21h10m

Agronegócio > Outros

Própolis, alternativa para diversificar a produção apícola



Por Maria Teresa do Rego Lopes

O mel é o principal produto da apicultura, principalmente nos estados do Nordeste. Entretanto, nos últimos anos, a produção de própolis tem adquirido maior importância no agronegócio apícola, verificando-se aumento de demanda no mercado interno e significativa representação nas exportações do setor.

Por apresentar alto valor agregado, a própolis pode ser uma alternativa de renda importante para o apicultor. Os preços variam de acordo com sua qualidade, origem botânica e mercado a que é destinada. Nos últimos dois anos, o preço médio do quilo de própolis para exportação esteve em torno de US$ 80,00 (Alice, 2008). O Japão é o principal mercado importador da própolis brasileira, absorvendo cerca de 80% da produção. No mercado interno, o valor pago ao produtor por quilo do produto é de R$ 50,00, em média, o que corresponde ao valor de 25 quilos de mel, aproximadamente.

A própolis é um produto que está relacionado à proteção da colônia. O termo própolis traduz exatamente essa função, pois é originado das palavras gregas pro (defesa) e polis (cidade ou comunidade) que, nesse caso, é a colônia. As abelhas a utilizam como produto higienizador sobre os favos e paredes internas do ninho e para recobrir animais mortos que não conseguem remover da colméia, evitando, assim, sua decomposição e contaminação do ninho. É utilizada também para vedar ou reduzir aberturas da colméia, auxiliando a regulação da temperatura interna e a defesa contra inimigos naturais.

Em relação ao uso da própolis para fins terapêuticos por humanos e animais, já foram constatadas propriedades bactericidas, bacteriostáticas, antifúngicas, analgésicas, cicatrizantes, antiinflamatórias, antioxidantes, entre outras. Entretanto, justamente em função dessas propriedades, a própolis só deve ser utilizada quando necessário, ou seja, como medicamento e não como alimento.

A própolis é um produto oriundo de substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas, colhidas pelas abelhas de brotos, flores e exsudatos de plantas, nas quais as abelhas acrescentam secreções salivares, cera e pólen para elaboração do produto final. Entre as substâncias que compõem a própolis estão resinas, produtos balsâmicos, cera, óleos essenciais, pólen e microelementos (Brasil, 2001).

A composição da própolis está intimamente relacionada às espécies vegetais utilizadas pelas abelhas para sua produção. Características como aroma, consistência, cor (que varia de amarelada até preta) e granulometria também variam de acordo com sua origem botânica. As condições climáticas também afetam as características da própolis e a atividade de coleta das abelhas. Dessa forma, existe uma significativa variabilidade nas características da própolis e do potencial de produção de diferentes localidades.

A carência de informações a respeito da produção e das características da própolis brasileira, especialmente na região Nordeste, ainda é grande. Nesse sentido, a Embrapa Meio-Norte está conduzindo um projeto, com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil, para avaliar o potencial para produção de própolis de regiões com vegetação de transição caatinga-cerrado do Piauí. Pretende-se identificar regiões promissoras para a instalação de apiários direcionados à produção de própolis, identificar métodos de produção eficientes e gerar informações sobre as características físico-químicas e sensoriais da própolis produzida em cada região. Tudo isso visando incentivar a produção no Estado como uma alternativa de renda para o apicultor.


Pesquisadora da Embrapa Meio-Norte
E-mail: mteresa@cpamn.embrapa.br


Fonte: Embrapa Meio-Norte - Teresina/PI
















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