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Quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 - 14h43m

Agronegócio > Suínos

Tentando Entender



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Wolmir de Souza, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos

Foto: Divulgação / ACCS



Por Wolmir de Souza

Ao apagar as luzes do dia 22 de janeiro de 2009, o Estado de SC, mas em especial a suinocultura Catarinense, em exato momento em que a crise mundial fazia vítimas no setor suinícola, fomos agraciados com uma ótima notícia: “SC irá exportar carne suína para os EUA”.

Presente, não! Reconhecimento de um longo trabalho em conjunto, governo, produtor e indústria; flores cujos os frutos com certeza virão, não para amenizar ou solucionar o problema da crise do momento, mas para oportunizar mercado aos que sobreviveram. Notícias como essa são e irão ser cada vez mais comum no dia a dia da imprensa e da sociedade Catarinense. Teremos lucros? Talvez não! Mas com certeza novos mercados e com eles novas esperanças.

Gostaria neste espaço, ir um pouco além da notícia em si ou de perspectiva otimista que se criou em torno dela. Sem exigir muito da memória, voltando às notícias de dezembro de 2008 e como já é de praxe por parte da Rússia desde 2004, fazer cotas de importação de carne suína dos países exportadores. Confesso que já sofri mais por isso, até porque o Brasil não tem se quer uma cota específica e sempre manteve um bom volume exportado.

A notícia circulada em 16 de dezembro de 2008, dava conta de que a Rússia não corrigiu a discriminação e manteve o Brasil dentro da cota “outros países”, porém, com uma redução de volume a ser exportado passando de 197.1mil/toneladas em 2008 para 177.5mil/toneladas em 2009 mesmo que o total a ser importado pelos russos passaram de 502.2 mil/toneladas para 531.9 mil/toneladas. O x da questão é a cota destinada para os americanos que era de 50.7 mil/toneladas em 2008 é agora de 100mil/toneladas em 2009, quando a produção caiu 13%, em função do alto custo de produção puxado pelo milho que foi destinado para produção e etanol.

Aí se explica a razão dos EUA vir bater em nossa porta, razão suficiente também para entender porque as cotas e a não habilitação das plantas catarinenses. Tentando entender, isso se chama de protecionismo aos seus produtores e também seus parceiros comerciais. De qualquer forma é uma boa ação do governo Barack Obama. 


Criador e presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS)

E-mail: wolmir@accs.org.br


Fonte: ACCS
















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