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Segunda-feira, 03 de maio de 2010 - 16h30m

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Reflexões sobre a Agrishow 2010



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Leo Togashi na Agrishow 2010

Foto: Divulgação



Por Leo Togashi

Depois de mais um mega-evento do Agrishow 2010, em Ribeirão Preto, SP; vale à pena pausar um pouco e refletir sobre o que o evento significa para o mercado. 

Grandes investimentos foram feitos, no cenário pós-crise (ninguém mais fala sobre ela...) para que o visitante tivesse um panorama da tecnologia para produzir mais e melhor. A feira é realmente a grande vitrine para as empresas mostrarem suas novidades ao mercado, e com um foco em “business”, o evento se consolida como uma das melhores ocasiões para o produtor fazer negócio, ali mesmo. Para tanto, bancos e entidades financeiras estão lá para os casos em que os agricultores precisam de uma forcinha para finalizar as compras.

Bem, vamos ao que interessa. Cada vez mais, vemos a tecnologia em evidência. Tecnologia da Informática, sim senhor. As máquinas e equipamentos estão cada vez mais complexos, com muitos recursos informatizados. E como já destaquei em outros artigos, isso provoca uma mudança radical na qualificação do trabalhador rural.

Já não basta ser um bom prático. É preciso entender de computadores, e se tiver inglês no currículo, melhor ainda. Softwares dedicados exigem do tratorista ou do operador de colheitadeira uma habilitação além da média. Outros equipamentos e máquinas na fazenda vão pelo mesmo caminho, irreversível devido à competitividade cada vez maior do mercado.

Por sinal, a transformação do produtor rural em Empresário Rural vai se fazendo aos poucos, e seleciona os mais capacitados a permanecerem no negócio. Já não basta saber plantar, e apesar do governo apoiar a Agricultura Familiar, o agronegócio é cenário para profissionais.

A mecanização e os produtos químicos, que a Revolução Verde apregoava, se tornaram “Tecnificação”, pois as tecnologias foram aplicadas em diversos aspectos do ambiente rural; desde as sementes melhoradas e monitoramento climático para prevenção de pragas e doenças; todos os campos da tecnologia foram chamados para desenvolver o agronegócio e aumentar a produtividade do campo.

Hoje, o grande patamar a ser atingido chama-se “Informatização”, e não falamos somente de computadores com acesso à Internet. O produtor rural precisa de novas ferramentas. Assim como o arado e o trator aposentaram a enxada e o cavalo, não basta ter um computador plugado na rede. É preciso softwares adequados ao ambiente rural, de interfaces adaptadas ao negócio da fazenda.

A papelaria do meu bairro já está informatizada. O caixa já dá o ticket eletrônico, pago com cartão no débito ou crédito, mas o que não vemos é o controle de estoque que o dono possui, os dados de venda, gráficos para analisar quais produtos tem mais saída dentro de certo período, dados sobre pedidos a fornecedores, preços, lucratividade, e assim por diante.

Este é o mundo que o produtor rural precisa dominar. Softwares dedicados a controlar a frota de veículos (investimento, depreciação, manutenção periódica) e mais ainda: no mercado de cana, alguns fornecedores estão contratando terceiros para vir com suas máquinas e colher a safra. Ele cuida só de plantar e cuidar da lavoura. Não tem funcionários para pilotar ou cuidar do maquinário, nem galpões, não precisa fazer manutenção, guardar combustível, fazer seguro contra roubos. 

Você me diz: “Ele continua pagando tudo isso ao contratar o serviço”.

Claro. Mas o dinheiro muda de lugar na contabilidade. E ele pode concentrar sua atenção no foco verdadeiro do seu negócio. Quem trabalha com Gestão sabe do que estou falando. Muitas empresas preferem terceirizar Serviços de Limpeza e Segurança, falando com apenas um ou dois encarregados das empresas contratadas, do que ter dois encarregados e “n” funcionários abaixo deles, com todas as implicações humanas, legais e financeiras que isto acarreta de atenção da empresa.

Fazer a Gestão correta de sua propriedade e das atividades rurais é o papel do produtor. Aumentar a eficiência, a produtividade, implementar novas tecnologias, monitorar os resultados e investir em novas estratégias que garantam a sustentabilidade do negócio já vai muito além de conhecer agronomia. O produtor precisa se profissionalizar como empresa.

Muitos me dirão: “Impossível você aprender tudo isso e ser bom em todos estes campos!”

Sim, por isso hoje não se faz nada mais sozinho. A demanda de conhecimento especializado é cada vez maior. Numa empresa, pequena que seja, o dono fica na supervisão, e vai delegando e contratando pessoas que fazem melhor que ele naquela função específica. Na fazenda é a mesma coisa.

O futuro do agronegócio não está mais no setor produtivo. Está na troca e venda do conhecimento. O novo patamar em que o empresário rural precisa atuar necessita de novos conhecimentos em gestão, no que as ferramentas de informática caem como uma luva.

Dá pra se tocar uma empresa sem ter programas de controle financeiro ou produtivo? Nem pensar. E os produtores com mais visão de futuro já tem um software de ERP para a gestão da propriedade rural. 

Aí vai ser o grande diferencial pelos anos à frente para a permanência ou não do produtor no meio rural.


Publicitário, dirige o Núcleo Agro da F3 Agência, especializada em Comunicação Inteligente para o Agronegócio.
E-mail: Leo.togashi@f3agencia.com.br


Fonte: Página Rural
















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