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Segunda-feira, 16 de abril de 2018 - 07h43m

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Brasil dá tiro no pé?



Por Ivan Ramos

A missão do articulista ou comentarista que têm espaço na mídia é sempre analisar fatos do cotidiano, posições de autoridades e lideranças e, eventualmente, opinar sobre o que está enfocando. No nosso dia a dia sempre existem fatos que ao serem abordados, agradam ou desagrada a A ou B, mas sempre precisam estar comprometidos com verdade, mesmo que contrarie a opinião de alguém.

No setor agropecuário estamos vivendo um momento sui generis, segundo pode-se identificar ao ouvirmos pessoas ligadas ao agronegócio. Enquanto o setor privado faz um esforço fora do normal para recuperar a economia e com isso melhorar o PIB e, consequentemente, a arrecadação de tributos para manter a máquina pública, e o pouco que sobra para investimentos em diversas áreas, por outro lado, existem setores públicos que ao invés de ajudarem, prejudicam essa situação.

Especialistas em produção e mercado das carnes não escondem o descontentamento que setores do Governo Federal brasileiro propiciam ao analisar e decidir por embargos de exportações das carnes e do pescado. Até parece que existem duas verdades no tratamento desse assunto. Enquanto órgãos oficiais proíbem as exportações sob o argumento de segurança sanitária, outros especialistas afirmam que não existe motivo generalizado para tal.

Embora defendendo a necessidade de fiscalização e controle, técnicos da área privada defendem que o Governo deveria atuar nos casos pontuais e não incluir todos os frigoríficos e produtores na mesma vala. Isso só tende a piorar a situação econômica do país, afetando produtores e indústrias das carnes e do pescado. É dar o tiro no próprio pé. Anunciam-se embargos temporário e generalizado, mas se passam dias e não tem solução e enquanto isso as indústrias arcam com prejuízos expressivos, e que se ainda não atingiu, chegará aos produtores, comprometendo toda a cadeia produtiva.

A morosidade e a burocracia oficial no Brasil continuam sendo o obstáculo para o desenvolvimento. Infelizmente, as normas adotadas são sempre deduzindo que todos são desonestos, e que não há exceções. O que é pior: a estabilidade nos empregos públicos; o poder da caneta oficial, e o corporativismo institucionalizado nos órgãos públicos, dificultam providências extremas de mudanças, e assim, ficamos sempre nas mãos de poucos com muito poder. O setor privado tem que produzir para muitos, e sustentar uma máquina que acha que dinheiro cai do céu. Será que um dia isso vai mudar? Vêm aí as eleições de outubro. Precisamos modificar esse país. Pense nisso.

Diretor executivo da Fecoagro/SC - Florianópolis/SC


Fonte: Fecoagro/SC
















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