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Terça-feira, 08 de abril de 2003 - 16h06m

Agricultura > Outros

Solo e água – base para a produção de alimentos



O Rio Grande do Sul nas últimas duas décadas, desenvolveu um esforço grande para ampliar a produção de alimentos, buscando atingir um crescimento harmônico, alicerçado na expressão econômica e ambiental do seu setor primário. O agronegócio, que envolve atividades, desde o plantio e produção de alimentos até a industrialização e comercialização, vem contribuindo decisivamente para a melhoria das condições de vida das famílias rurais em ação paralela ao desenvolvimento do Estado. Muito já foi feito, no entanto, muito ainda falta fazer.

Isto é importante se considerarmos que há pouco mais de dez anos, quase toda a agricultura era praticada no sistema convencional, onde o uso de implementos como o arado e a grade eram as principais formas de trabalho. Este sistema no Rio Grande do Sul comprometeu o solo através da erosão e degradação e as águas pela poluição e contaminação.

Por solo degradado entende-se um solo socado, duro, compactado e pobre. Nessas condições a água da chuva não infiltra na terra, conseqüentemente, escorre superficialmente. Daí resulta mais erosão, ou seja, o solo é transportado pela água, juntamente com nutrientes, matéria orgânica, adubos e agrotóxicos, que são usados normalmente para manter ou aumentar a produtividade e produção. A água não infiltrando não abastece os lençóis subterrâneos e assim não é armazenada no solo para suprir as plantas, em fase de estiagem.

Os trabalhos desencadeados a partir de 1992, que nós destacamos no Dia Nacional da Conservação do Solo, em que ocorreu, de forma integrada entre instituições de Pesquisas, Universidades, Cooperativas, Emater/RS, Empresas produtoras de insumos agrícolas e produtores rurais, mudaram o curso da agricultura gaúcha. O sistema plantio direto introduzido de forma generalizada na agricultura, reduziu a erosão, bem como, amenizou problemas de contaminação dos arroios e rios. No plantio direto, o solo não é revolvido, não sofre erosão, porque se mantém protegido por uma camada de palha resultante da colheita da cultura anterior ou por plantas cultivadas para esse fim.

Dados de levantamentos da Emater/RS, mostram o que vem ocorrendo através do tempo:

Ano

Perda Média de solo

Prejuízos em Dólares

1985

20t/ha/ano

225.000.000

1993

15t/ha/ano

200.000.000

1997

6,8t/ha/ano

76.000.000

1999

4,5t/ha/ano

51.000.000



O Programa desenvolvido, com o Sistema Plantio Direto que atingirá 64% da área agrícola do Estado, foi planejado de forma eficaz, contemplando os principais itens para uma agricultura moderna e competitiva, tais como: infiltração de água do solo; fertilidade; cobertura permanente do solo; sistema adequado de rotação de culturas; contenção da enxurrada – terraceamento.

O desenvolvimento rural somente ocorre quando for completo, incluindo-se: melhoramento econômico, produtividade e receita; melhoramento ambiental; melhoria do solo; melhoria da água; reposição das matas; melhoramento social: qualidade de vida das famílias.

A agricultura ideal buscada corresponde à generalização do sistema plantio direto, com manejo ecológico do solo, e redução do uso de agroquímicos, com altas produtividades e de forma sustentável. Isto é bom para o solo, para a água, para os animais e finalmente para a sociedade como um todo.

Tabajara Nunes Ferreira
Assistente Técnico Estadual de Solos
Emater/RS


Fonte: Tabajara Nunes Ferreira
















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