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Terça-feira, 06 de maio de 2003 - 14h09m

Animais > Bovinos

Exportar material genético exige responsabilidade e qualidade



Por Guus Laeven*

A Lagoa da Serra acaba de ser protagonista de um fato inédito: pela primeira vez na história da pecuária nacional uma empresa brasileira embarcou sêmen bovino para a Europa, com a exportação de sêmen da raça Nelore para a Suíça. Este fato comprova a qualidade do material genético produzido , já que, para entrar no continente europeu são feitas diversas exigências, e o sêmen exportado atendeu a todas elas. Para completar, também fechamos um grande negócio com Colômbia e Venezuela, países que receberão cerca de 30 mil doses de sêmen de Nelore e Gir Leiteiro nos próximos dias.

O crescimento da exportação de material genético, aliás, é a mais nova prioridade da Lagoa da Serra, a maior e mais tradicional empresa de genética bovina do País, com vendas anuais de 1,6 milhão de doses de sêmen e atuação desde 1971. Para concretizar esses objetivos, já foram realizados ajustes importantes na estrutura interna da empresa , como a unificação das áreas de vendas e marketing, sob o comando de Lúcio Cornachini, e a criação do departamento de exportação, a cargo do mais experiente colaborador, o médico veterinário Maurício Lima, que assume a recém-criada gerência de desenvolvimento de negócios.

É pertinente a pergunta: por que só agora a Lagoa da Serra decidiu priorizar a exportação de material genético? Por vários motivos : o momento é apropriado, pois, atualmente, temos no Brasil disponibilidade de excelentes reprodutores de corte, com provas zootécnicas, capazes de atender a demanda de países importadores. Também temos um status sanitário diferenciado, o que confere ao Brasil visibilidade e vantagens na hora de exportar, já que uma das maiores dificuldades está exatamente nas barreiras sanitárias, muitas vezes protecionistas. Por fim, o câmbio está favorável, fator necessário para a obtenção de um bom preço para a venda.

A Lagoa da Serra também faz parte de um consórcio, o Brazilian Cattle Genetics, formado pelas principais empresas nacionais desse segmento, além das áreas de embriões, animais vivos e serviços, que pretende promover a genética zebuína brasileira, primeiramente em países como África do Sul, Angola, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela, entre outros. Este consórcio pretende exportar 300 mil doses de sêmen anualmente.

Nosso objetivo não é diferente: trabalhamos com uma perspectiva de venda de 100 mil doses de sêmen para este ano e esperamos, até o final de 2005, chegar a 200 mil doses. No terceiro ano, esta estimativa deverá representar de 10% a 20% do faturamento da empresa.

Para a concretização desse projeto, acreditamos ainda mais em nossa equipe técnica e de vendas. Estamos seguindo nossos valores (qualidade, integridade, transparência e responsabilidade), priorizando a qualidade. Com toda essa estrutura, o material produzido nessa central de inseminação artificial passa a ganhar o mundo.

* Diretor-presidente da Lagoa da Serra, Sertãozinho (SP), maior empresa de inseminação artificial em bovinos do País.


Fonte: Guus Laeven
















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