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Segunda-feira, 07 de julho de 2003 - 09h14m

Agricultura > Horticultura e Olerícolas

Alface, uma planta frágil que exige cuidados



Se você fosse elaborar uma lista dos 10 produtos mais presentes à mesa do brasileiro, certamente a alface estaria entre eles, ao lado do feijão, arroz, batata, farinha, tomate, cebola e carne.

Logicamente que esta preferência do consumidor tem muita relação com a sua grande produção no país. Não há cidade, não centro hortícola, que não produza alface. Ela está presente no campo e nas hortas dos quintais urbanos.

A alface (Lactuca sativa L.) é uma folhosa da família cichoriáceas, planta anual, considerada hortaliça de inverno, pois resiste às baixas temperaturas. Graças à tecnologia agrícola, muitas variedades dessa verdura têm sido desenvolvida, permitindo que o seu plantio e colheita ocorra durante o ano todo.

Trata-se de uma planta muito frágil, perecível e por isso exige uma série de cuidados no seu manuseio, como lembra o engenheiro agrônomo Heraldo Urbano. Esses cuidados começam na identificação do momento correto do corte, isto é, quando as plantas estiverem com as cabeças desenvolvidas; as variedades de inverno são colhidas 45 dias após o transplante, e as de verão, 35 dias depois.

Após a colheita a alface se conservaria melhor e manteria as suas qualidades nutricionais bem elevadas, se não fosse lavada na propriedade agrícola. Porém, caso opte-se por fazê-lo, deve-se empregar água limpa, de alta qualidade ou tratar, adequadamente, com cloro. O emprego do cloro ativo (100ml/litro) auxilia a sua sanitização. A concentração do cloro ativo e o pH próximo a 7 devem ser confirmados várias vezes ao dia, através da análise da água.

A presença de matéria orgânica na água causa uma rápida exaustão do cloro ativo. Lavagem com água de má qualidade, poluída, põe em risco tanto a saúde de quem colhe e prepara, como dos consumidores.

No Brasil a alface tem sido comercializada em engradados e em caixas similares àquelas que eram utilizadas nos Estados Unidos até o final da década de 40. Felizmente, com a campanha de padronização dos produtos lançada pelo Ministério da Agricultura, começa a se propagar no país o emprego de caixas plásticas retornáveis.

Alternativamente, caixas de dimensões padronizadas de laminado de madeira ou papelão poderiam ser empregadas para reduzir a perda de água, os amassamentos e as quebras de folhas, que enfeiam o produto. Estima-se que as perdas causadas pelo descarte das folhas estragadas e feridas representam mais de 20% do volume de alface produzido no Brasil Uma das saídas para fugir deste tipo de prejuízo seria a produção de cultivares repolhudos, cujas folhas são mais firmes. Nos Estados Unidos, o emprego destas cultivares, com pré-resfriamento, caixas de papelão e refrigeração permitiu um grande aumento da vida útil da alface, que pode ser transportada em trens e caminhões através de distâncias superiores a 2000 quilômetros em boas condições.

A remoção imediata do ambiente quente do campo, com o emprego de pré-resfriamento, propicia o aumento de mais de um dia de vida útil da alface.

No transporte e na comercialização a alface não deve ser exposta ao etileno, que causa o aparecimento de manchas escuras, principalmente próximas às nervuras.

Infelizmente, para dano da economia agrícola, o produtor pequeno e médio brasileiro, ainda está longe do uso das práticas mais sofisticadas de hidro-resfriamento e de resfriamento a vácuo. As técnicas se limitam à colheita e comercialização da alface nas horas mais frescas e a sua conservação é feita apenas com a aspersão de água.


Fonte: Cruzeiro do Sul
















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