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Segunda-feira, 08 de setembro de 2003 - 18h26m

Arte e Cultura > Outros

Os 168 anos da Revolução Farroupilha



Por Leila Fetter*

Certamente o Rio Grande não via desde muito tempo uma Semana Farroupilha tão festejada quanto a de 2003. Certo é que a mídia, principalmente e mini-série "A Casa das Sete Mulheres" é a grande responsável por toda essa movimentação que tomou de nosso Estado para relembrar os feitos dos revolucionários de 35.

É, como dito, manifestações por todas as partes e em todos os sentidos. É a alma gaúcha sendo louvada por todas as formas. Há, entretanto, destacar que todo esse movimento trouxe consigo forte necessidade de revisão histórica da chamada "Revolução Farroupilha", hoje, mais do que nunca, vista como um movimento de fases diversas e, consequentemente a exigir novas interpretações de suas práticas e de seus heróis.

Pensar a Revolução Farroupilha de forma correta, imparcial e independente é vê-la, em sua gênese, como um movimento sustentado. no mínimo, em duas vertentes: os que protestavam contra os superpoderes do governo central e da tutela portuguesa e , os que, embora em minoria, insistiam em um república independente e separada do Império Brasileiro.

A revolta que tomava conta do povo gaúcho e que estava a exigir uma rebelião contra o centralismo do Império, jamais pensou em tornar-se um novo país e, menos ainda, aliar-se aos agentes de Rosas que desejavam ver o enfraquecimento brasileiro para conquistarem definitivamente a América. As diferenças entre uns e outros e seus projetos políticos e concepções ideológicas é que permitem entender os conflitos internos por que passou o movimento Farroupilha e que, ao final, acabou levando à discutidíssima "Paz de Ponche Verde". Entender os verdadeiros heróis farroupilhas, os que sustentaram a ardente alma gaúcha, com Bento Gonçalves, Bento Manoel Ribeiro, David Canabarro, dentre outros, exige, por tudo isso, uma releitura da história. É preciso louvar os Farrapos, mas é preciso louvá-los por seus grande valores, dentre os quais o ideal de um sociedade democrática, igualitária e humana.

Temos, penso eu, de abandonar em definitivo, a idéia novelística do mocinho e do bandido, fazendo verdade fatos que carecem de qualquer comprovação histórica. O que por hora, e aí sim em uníssono, podemos brindar, e de pé, é o sentimento de amor à liberdade que sempre alimentou e, por certo, sempre alimentará a alma gaúcha. Onde houver um gaúcho, haverá um grito de liberdade. Onde houver um traço farrapo haverá a certeza de que nosso chão tem dono, e que somos nós.

* deputada estadual do PP no RS


Fonte: Assessoria de Comunicação
















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