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Domingo, 07 de setembro de 2003 - 21h58m

Política Agrícola > Outros

Pesquisa produz avanço em cadeia



Por Kalil Sehbe *

O desempenho animador demonstrado pelo agronegócio no primeiro semestre e a expectativa igualmente promissora de que o Brasil poderá se tornar este ano o principal exportador de soja e carne são um aval da potencialidade do segmento agropecuário como indutor da expansão socioeconômica do país. Particularmente para o Rio Grande do Sul - um estado com 20,68 milhões de hectares de área agricultável e onde 45% do Produto Interno Bruto (PIB) têm origem no campo -, o agronegócio precisa ser tratado como prioridade estratégica de desenvolvimento.

Tenho dito, em todas as palestras a que sou convidado para falar sobre políticas públicas em ciência e tecnologia, que pesquisa produz
desenvolvimento em cadeia. Sem pesquisa, não há progresso científico e tecnológico. E sem ele, não existe geração de emprego, aumento de renda, nem inclusão social. No caso do agronegócio brasileiro, ainda persiste aí uma de nossas maiores carências: a modernização tecnológica, para que o país se coloque em igualdade de condições para competir em blocos econômicos internacionais.

Colhemos este ano, no Brasil, 120 milhões de toneladas de grãos. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 5,3% de janeiro a maio deste ano, enquanto em 2002, no mesmo período, a elevação tinha sido de 2,1%. Se vierem a se confirmar as expectativas, o PIB do setor fechará o ano em R$ 446,70 bilhões - R$ 22,38 bilhões a mais que no ano passado. Entre janeiro e julho, o agronegócio teve superávit recorde na balança comercial, de US$ 13,5 bilhões, que representam 40,3% acima do resultado positivo de
US$ 9,6 bilhões obtido em 2002, nesse mesmo espaço de tempo. Metade do crescimento das exportações do setor foi impulsionado pela soja. O segundo lugar no ranking ficou com a carne - um mercado que no Rio Grande do Sul tem sua projeção econômica nacional e internacional embasada num rebanho de 13,8 milhões de cabeças de bovinos, 4,3 milhões de ovinos e 4 milhões de suínos.

Mas apesar dos números favoráveis, ainda precisamos resolver problemas estruturais - como as dificuldades de armazenamento de safras, por causa do número insuficiente de silos - e apostar cada vez mais na inovação da tecnologia agropastoril. A despeito das barreiras impostas pelo protecionismo dos países ricos aos seus produtos agrícolas, nosso poder de competitividade será tanto maior quanto mais desenvolvida for a nossa capacidade tecnológica. É precisamente nessa direção que trabalha a Fundação de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Sul (Fepagro). Seus 23 laboratórios estão a serviço permanente de pesquisas em torno da sanidade animal, qualidade de carnes e reprodução, controle de pragas, fertilização, microbiologia de solo e tecnologia de sementes, entre outras.

Nossa Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapergs) também contribui decisivamente, apoiando financeiramente estudos científicos, incluindo a agropecuária. E o governo do Estado faz a sua parte
captando recursos para financiar as pesquisas. Uma única informação tem a capacidade de embasar minha convicção. O Rio
Grande do Sul possui apenas 3,3% do território nacional, ao passo que é responsável pelo equivalente a 20% da produção agropecuária brasileira. Motivo, este, mais do que suficiente para continuarmos investindo em pesquisa.

* Secretário de Estado da Ciência e Tecnologia


Fonte: SCT/RS
















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