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Quarta-feira, 05 de maio de 2004 - 17h27m

Política Agrícola > Cooperativismo

A defesa da boa causa



* Por Daniel de Figueiredo Felippe

O caso Parmalat que prejudicou cooperativas de produção, e ainda não acabou de colher a safra de escândalos, deixou uma lição preciosa entre os cooperativistas: a necessidade de reforçar a articulação entre o Sistema (da OCB e das organizações estaduais) e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de manter em nível máximo a defesa do cooperativismo junto aos formadores de opinião e às lideranças da sociedade. A primeira iniciativa no Estado de São Paulo é a reorganização da Frencoop-SP (Frente Parlamentar do Cooperativismo).

Se o governo federal não pode desconhecer os 100 anos de evolução do cooperativismo no país e 160 em todo o mundo, a sociedade brasileira parece ainda não saber distinguir o que é e o que não é uma cooperativa. Um dos sintomas mais preocupantes dessa confusão é o abuso no emprego do termo "cooperativa", mostrando que falta entendimento elementar da imprensa e de parte das elites do país para com a nossa realidade. Não se trata apenas de um problema de comunicação, mas de um desafio real de um país de 170 milhões de habitantes, onde apenas 5,8 milhões estão ligados ao cooperativismo.

Um exemplo chocante dessa desinformação apareceu na Folha de S. Paulo , em 29 de fevereiro. Ao tratar da transferência ilegal de divisas para o exterior, o jornal se referiu a uma absurda "cooperativa de doleiros". Outro exemplo freqüente é chamar de cooperativa qualquer trabalho voluntário com desvalidos da sociedade. Não é demais repetir que a cooperativa é um empreendimento econômico. Dar este nome a qualquer associação é ilegal, uma desobediência a uma legislação específica. A Lei do Cooperativismo determina uma série de pré-requisitos ao nosso trabalho: o número mínimo de 20 cooperados, inscrição na junta comercial e na organização estadual de cooperativas, entre outras obrigações. É necessário também desmistificar a idéia difundida por gente de má-fé de que cooperativa paga menos imposto, o que é uma mentira. Apesar de seus óbvios fins de defesa social, as cooperativas são tributadas com os mesmos impostos das empresas comerciais.

A formação de frentes parlamentares do cooperativismo representa um caminho para fazer o lobby "do bem" em favor do cooperativismo. As Frencoops são organizações suprapartidárias que reúnem deputados federais, deputados estaduais, senadores ou vereadores. A Frencoop Nacional é uma realidade desde 1988 e reúne 224 deputados e 18 senadores.

No estado de São Paulo, a Frencoop Paulista foi reorganizada em fevereiro sob a coordenação do deputado Arnaldo Jardim, que articula com a Ocesp medidas para fortalecer o cooperativismo no estado. São propostas simples, mas que terão um grande impacto para todo o sistema, como é o caso da indicação de um representante efetivo do cooperativismo na Junta Comercial, da inclusão de tópicos sobre cooperativismo no currículo das escolas estaduais e o estudo para a cessão de prédios públicos em comodato, que servirão de incubadoras para cooperativas em formação.

* Vice-Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo - Ocesc


Fonte: Ocesc
















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