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Quarta-feira, 05 de maio de 2004 - 19h19m

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A alimentação saudável e a transdisciplinariedade



* Por Regina Miranda

A alimentação saudável é um conceito em construção. As abordagens mais atuais sobre o tema apontam a transdisciplinariedade (que é a articulação de várias ciências e áreas do comportamento humano, como medicina, biologia, história, cultura, política, economia, ecologia, religião, antropologia e outras) como um método para melhor compreender o todo que ela. É bom lembrar que restringir este conceito a uma única ciência significa enrijecê-lo, sem dar conta da complexidade que o envolve e, portanto, não ser suficientemente eficaz ao fazer diagnósticos alimentares e ao indicar práticas de reeducação alimentar, tanto de grupos como de indivíduos.



Regina Miranda
Foto: Emater/RS


Nessa construção, é importante primar pela qualidade da informação que buscamos na sua confiabilidade e atualização. Um princípio importante e atual é considerarmos que a alimentação saudável é um componente do estilo de vida, que envolve uma série de outros elementos relacionados ao nosso comportamento cotidiano (alimentação, atividade física e mental, profissão, relacionamentos, emoção, lazer, ter ou não vícios, outros), tudo isto num dado ambiente, que também interage. A nossa saúde é o resultado da interação destes componentes onde a alimentação é um item.

Portanto, não é correto incentivar posturas onde se aponta um determinado alimento ou dieta como responsável exclusivo pela melhora ou piora da qualidade de vida de indivíduos ou grupos.
Não se está começando do zero. Já existe um longo amadurecimento conjunto dos grupos sociais e das diversas ciências que podem estar elencando algumas virtudes da alimentação saudável e ambientalmente correta, tais como:

Diversidade: incorporar nos hábitos alimentares os recursos da biodiversidade local;

Nutricionalmente completa: conter todo o espectro de nutrientes adequados as necessidades orgânicas, nas diversas fases da vida, e respeitando os diferentes momentos fisiológicos e adaptando-se ao gasto energético de cada indivíduo;

Aproveitamento Integral: aproveitar ao máximo as potencialidades nutritivas destes alimentos;

Praticidade: aplicada ao ritmo de vida e as condições tecnológicas das famílias e grupos;

Economia e Sustentabilidade: estar adequada ao poder aquisitivo do público a que se destina, sem abrir mão de nem um item necessário a sua nutrição. Ao mesmo tempo, manejando de forma ecologicamente correta os recursos ambientais envolvidos na sua produção de maneira a não comprometer a segurança alimentar das gerações futuras;

Sanidade: ser higiênica, livre de contaminação química e/ou biológica e de base genética segura, completa em quantidade, qualidade, harmonia e adequação;

Acessibilidade: os alimentos devem estar disponíveis;

Culturalmente aceita: adequada aos costumes locais. Pois os hábitos alimentares refletem a fina sintonia que existe entre os indivíduos sua história e os recursos ambientais disponíveis, nas diversas estações, repercutindo na saúde destes indivíduos e no equilíbrio ambiental.

* Nutricionista da Emater/RS-Ascar


Fonte: Emater/RS
















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