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Domingo, 04 de julho de 2004 - 14h01m

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Plantas medicinais, aromáticas e condimentares



O homem depende das plantas para sua alimentação e sobrevivência. Além do papel relevante na alimentação humana, as plantas são fontes de medicamentos, cosméticos, combustível, material de construção, vestuário, entre outros.
O segmento de plantas medicinais, aromáticas e condimentares no Brasil tem uma diversidade enorme. Em um país continental como o nosso, temos plantas características do Sul, Centro, Norte e Nordeste completamente diferentes entre si. Como exemplo temos a melissa que tem vários empregos e usos na culinária, na cosmética e na medicina fitoterápica. Também existem as influências culturais e religiosas. A arruda, por exemplo, é utilizada como amuleto para sorte e em cultos afro-religiosos, além do seu uso na agricultura alternativa como repelente de insetos ou do seu uso medicinal contra cólicas menstruais e vermífugo.

Apesar da maior importância das plantas medicinais não residir em seu valor monetário, é importante considerar as estatísticas relativas à importação e exportação. Segundo os dados da SECEX, o Brasil exportou no triênio 1995 a 1997, por ano, em média, 1.157 t de plantas desidratadas a um valor médio de 5,9 milhões de dólares. Neste mesmo período importou por ano, em média, 3.685 t, no valor médio de 5,9 milhões de dólares. No item sucos e extratos vegetais foram exportados por ano, em média, 23.756 t a um valor de 9,2 milhões de dólares. No item óleos essenciais o Brasil exportou por ano, em média, 19.384 t, no valor de 47,2 milhões de dólares, e importou por ano, em média 1.796 t, no valor de 26,8 milhões de dólares (Scheffer et al., 1999).

Com relação à forma de multiplicação das espécies desse grupo de plantas, nota-se que muitas são simplesmente coletadas nas suas formas naturais sem terem sido cultivadas. Esse tipo de extrativismo, além de ser prejudicial à manutenção das populações naturais, prejudica os usuários finais, pois as plantas vêm com alta variabilidade genética e sem nenhuma garantia de teores de óleos essenciais. Quando são cultivadas, a multiplicação é feita por multiplicação vegetativa ou por sementes. As sementes, ou são mantidas pelos próprios agricultores ou são adquiridas no comércio formal.

O estado do Rio Grande do Sul está empreendendo um trabalho muito forte no sentido de resgatar os saberes populares existentes, bem como está se empenhando para incluir a fitoterapia na Saúde Pública Estadual e para isto está sendo montado um laboratório no município de Panambi que irá industrializar produtos fitoterápicos a partir de quatro plantas, quais sejam alcachofra, calêndula, hortelã e melissa. Existe, também, uma grande demanda de plantas aromáticas pelas indústrias ervateiras, que estão adquirindo a matéria prima de outros estados. Atualmente existem poucos cultivos comerciais de plantas medicinais e aromáticas no Rio Grande do Sul, sendo que a maior parte é colhida de forma extrativa. O extrativismo pode levar à extinção de algumas plantas, como já acontece com a espinheira santa.

É fundamental termos mais informações sobre o cultivo e manejo das plantas medicinais e aromáticas para que possamos produzi-las comercialmente e assim ter mais uma fonte de renda para as propriedades rurais.

* Engenheiro-agrônomo da Emater/RS-Ascar - Teutônia


Fonte: Emater/RS-Ascar - Teutônia
















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