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Entrevistas

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Terça-feira, 14 de dezembro de 2004 - 13h54m

Gilmar Tietböhl

Superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar/RS

Para finalizar os trabalhos de 2004, nada melhor do que fazer um balanço do ano. E, para isso, conversamos com o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS). Um homem preocupado com o trabalhador e produtor rural. Trata-se do administrador Gilmar Tietböhl.

Natural de Bom Jesus, interior do Rio Grande do Sul, Tietböhl iniciou sua trajetória profissional no Banco do Brasil, onde permaneceu durante 29 anos. Ocupou a Coordenação do Crédito Rural e a Superintendência Estadual do banco no Rio Grande do Sul, e a Diretoria Executiva do Agrol (Portal da Farsul na Internet). Essas são algumas das atividades exercidas por esta personalidade que nesta entrevista à Página Rural fala sobre as atividades de 2004 e as perspectivas do Senar/RS para o próximo ano.




Página Rural - O Senar/RS tem como objetivo organizar, administrar e executar a formação profissional e social de jovens e adultos. Como o Sr. avalia o ano de 2004 nestas atividades?
Gilmar Tietböhl - Em 2004 tivemos uma preocupação muito maior com a qualidade, do que com a quantidade, porque queríamos nos preparar para o grande salto que o Senar vai dar em 2005. Preparamos novos instrutores e no próximo ano vamos continuar agregando ao nosso cadastro de profissionais outro instrutores, de forma que nós tenhamos condições de crescer pelo menos 35% em toda nossa atividade de uma forma geral. Vamos trazer cursos novos para o Rio Grande do Sul como, por exemplo, o de turismo rural. Agora estamos prontos para crescer, atender a demanda que existe e até provocar algumas demandas de atividades que ainda não estejam sendo bem desenvolvidas no RS e também estimular o produtor para que ele tenha outras alternativas de renda. Pois este é o foco principal do Senar, levar capacitação para que o produtor e o trabalhador tenham mais renda. E, por conseqüência, uma melhor qualidade de vida.

PR - Um grande projeto do Senar/RS foi a criação do Programa Agrinho, que vem sendo um sucesso em todo Estado. E, para 2005, o Senar tem como objetivo lançar outros projetos neste mesmo âmbito profissional e social?
Tietböhl - O Programa Agrinho começou no ano passado como um projeto piloto que teve a participação de 10 municípios e quase 60 mil alunos. Como o projeto inicial deu certo, em 2004, decidimos implantar o programa em 167 municípios, atingindo 550 mil alunos, com 41 mil professores envolvidos. Em 2005 nossa meta é crescer para 250 municípios e chegar a 1 milhão de alunos envolvidos. Vamos manter nosso programa de alfabetização de adultos, que também é uma ação extremamente importante do Senar, pois é um programa que prepara o trabalhador e o pequeno produtor para a realização de cursos de formação profissional do Senar.
Outro projeto que temos em vista para 2005 é, possivelmente, na área de Esportes, dentro da Promoção Social. Com isso, estamos nos preparando para promover disputas que buscam melhorar a produtividade e o desempenho dos trabalhadores e produtores rurais. Mas isso é um projeto que ainda está em fase de elaboração.

PR - O Senar conta com parceiras para realizar suas ações? Quais?
Tietböhl - O Senar sempre trabalha com parceiras. O nosso trabalho não seria possível se não as tivéssemos. São parcerias com os sindicatos do Sistema Farsul, com sindicatos do Sistema Fetag, universidades, governo do Estado, prefeituras, Sebrae, Senac e o Senai. A Sala de Aula do Senar é o ambiente de trabalho no meio rural. Como nossos cursos são 30% de teoria e 70% de prática atuamos com organizações que de alguma forma se relacionam com o setor agropecuário.

PR - Fazendo um balanço do ano de 2004, quantos novos profissionais treinados o Senar vai disponibilizar para o mercado?
Tietböhl - Nós tivemos em 2004 aproximadamente 68 mil pessoas profissionalizadas em nossos cursos, nas diversas ocupações. Os cursos mais procurados foram o de Bovinocultura de Leite, o de Olericultura e o de Cultura de Grãos. Essas essas pessoas voltarão a ser atendidas pelo Senar assim como muitas outras do meio rural. Para isso, vamos contar com 60 novos instrutores que já estão cadastrados para ministrar os cursos e faremos uma seleção de 100 novos instrutores em 2005.

PR - Recentemente uma comissão do Senar viajou para França e Espanha para conhecer novas técnicas e projetos desenvolvidos por lá, o Sr. poderia fazer uma avaliação dessa viagem?
Tietböhl - Viajamos para França e Espanha, para ver especificamente os tipos de certificação de origem que há naqueles países. Isto porque o Sebrae/RS é pioneiro num trabalho de identificação de origem da carne bovina nos produzida nos campos finos do Rio Grande do Sul. O Senar, assim como a Farsul, se incorporou nesse processo porque trabalha com um produto do setor agropecuário. Nestes dois países conhecemos a legislação e funcionamento dos conselhos reguladores que conduzem esses processos. Vimos coisas muito interessantes relacionadas às carnes bovina e suína, ao vinho e ao azeite de oliva. A idéia é implantar um projeto semelhante no Rio Grande do Sul.

PR - O Senar/RS conseguiu um ganho de representatividade para o setor ao integrar o Conselho do Sebrae/RS. Como foi isso e quais são os benefícios?
Tietböhl – Através de negociações conseguimos sensibilizar os demais integrantes do Conselho e mostrar o quanto é importante que a agropecuária seja mais bem representada. Hoje o setor ligado ao meio rural tem duas cadeiras importantes num conselho de 15 membros do Sebrae no Rio Grande do Sul, que são representadas pelo Senar e Farsul.

PR - E, para finalizar, quais são as perspectivas do Senar/RS para o ano de 2005?
Tietböhl – Em 2005, queremos chegar ao final do ano com 100 mil pessoas treinadas na área de capacitação profissional. Vamos incrementar também nossa área de promoção social, com ações pontuadas em todo o Estado, visando o pequeno produtor e o trabalhador rural, pois esse público tem pouca condição de receber informações fora do ambiente onde ele vive. Para isso, vamos contar com a participação efetiva da Comissão de Produtoras Rurais da Farsul, principalmente para fazer esse trabalho de natureza social.

Por Aline Puthin
aline@paginarural.com.br









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