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Entrevistas

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Quarta-feira, 11 de abril de 2007 - 11h12m

Eduardo Delgado

Superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar/RS

O advogado Eduardo Delgado, natural de Porto Alegre, é superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS), entidade criada em abril de 1993, vinculada à Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Nessa entrevista concedida ao editor da Página Rural, Luís Eduardo Bona, durante a Expodireto, em Não-Me-Toque (RS), Delgado fala das ações que o Senar desenvolve na área de planejamento, acompanhamento, gestão, capacitação profissional e promoção social e das perspectivas para o ano de 2007.




Página Rural - Como o senhor avalia os primeiros meses do ano no Senar/RS?
Eduardo Delgado -
O Senar começou suas atividades operacionais em fevereiro, e as perspectivas são ótimas, em face da safra, dos preços, que houve uma recuperação e a nossa arrecadação é proporcional à produção, por isso as perspectivas são as melhores possíveis.

PR - De que forma são realizados os cursos de capacitação profissional?
Delgado -
O Senar oferece mais de 140 cursos de capacitação. Os produtores e trabalhadores rurais podem buscar esses cursos através dos Sindicatos Rurais ou dos trabalhadores rurais de seus municípios, parceiros do Senar na mobilização dos cursos. Depois disso, os instrutores vão até os municípios para ministrar os cursos solicitados.

PR - E quais são os cursos mais procurados no Senar gaúcho?
Delgado -
Varia conforme a região, mas os mais procurados, devido à instalação destas indústrias, e à necessidade incessante de aumento da competitividade, por volta de 30%, são os voltados para a cadeia da bovinocultura leiteira. Importante ressaltar que o Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor, e um dos fatores que levaram as indústrias a optarem pelo Estado é justamente a mão-de-obra, fruto de um trabalho que o Senar vem desenvolvendo há muitos anos para todos os gaúchos, não apenas para o setor.

PR - Que outros projetos que o Senar está incrementando, além dos tradicionais?
Delgado -
O programa de Turismo Rural do Senar, com seus cursos, desde o ano passado, também é um dos mais procurados, pois o Rio Grande do Sul tem um grande potencial turístico e este programa representa uma alternativa de renda aos produtores dispostos a investir no tema.

PR - Como proceder para participar dos cursos do Senar?
Delgado -
Seja ele produtor rural de pequeno, médio, grande porte ou do segmento da agricultura familiar, basta procurar os sindicatos rurais filiados a Farsul ou os sindicatos de trabalhadores rurais filiados a Fetag. Entre os principais objetivos do Senar está a capacitação de recursos humanos e mão-de-obra que atuam no meio rural. Assim o Rio Grande do Sul terá maior qualidade a oferecer. É claro que nós investimos em cursos com visão econômica, de acordo com a vocação de cada região do Estado.

PR - E os projetos de Promoção Social do Senar?
Delgado -
O Senar possui, juntamente com os programas de Formação profissional, atividades de Promoção Social para o Trabalhador e sua família. Nessa área temos o programa Alfa, de alfabetização de adultos, que além do ensino básico, prepara os participantes para o mercado de trabalho através dos cursos de formação profissional. Em 2006, tivemos 17.500 pessoas beneficiadas com ações. Outro programa é o Agrinho, voltado para estudantes de 1ª à 8ª série, que busca a consciência de cidadania através de temas como meio-ambiente,saúde, trabalho e consumo entre outros preparados pedagogicamente para os alunos, com o intuito de instruir esses jovens a serem multiplicadores dessas informações para sua família e comunidade.

PR - E existem programas voltados para as mulheres?
Delgado -
Sim, temos o Programa Saúde da Mulher que busca, através de palestra, levar ações de prevenção, para a trabalhadora e produtora rural. Em uma das últimas palestras, mais de 250 mulheres participaram. Uma instrutora do Senar passa informações sobre dores nas costas, prevenção do câncer de mama, controle de natalidade, planejamento familiar, osteoporose entre outras informações para evitar doenças, visando o aumento da qualidade de vida dessas mulheres.

PR - E qual a sua avaliação sobre a participação do Senar, na 7ª edição da Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque?
Delgado -
A Expodireto é uma feira de negócios, e neste ano focamos na tecnologia, especialmente na bovinocultura de leite, em parceria com o Sebrae. Orientamos os produtores quanto a medidas de higiene a serem adotadas na ordenha para garantir a qualidade do leite e com base nas orientações legais, como a Instrução Normativa 51, e ainda com relação a equipamentos de refrigeração, transporte e análise do leite, medidas de higiene, contaminações, etc.

Nesta Expodireto outro tema desenvolvido foi a tecnologia de aplicação de agrotóxico, onde o Senar e o Sebrae alertaram os produtores desde o destino de embalagens vazias e uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) até informações mais técnicas sobre regulagem dos equipamentos. Orientamos ainda a respeito de regulagem de colheitadeiras e ações que auxiliam na redução de perdas de colheita e pós-colheita, chegando a reduzir de 5% para 1% as perdas na lavoura. Na suinocultura, o foco de tecnologia foi direcionado para o georreferenciamento, através de um convênio entre Sebrae e Universidade Federal de Santa Maria, que visa garantir a sanidade da produção suína gaúcha.

O objetivo é modernizar os processos de gestão, através de consultorias que disponibilizamos sobre legislação ambiental, bem-estar animal, implantação de programas de qualidade total, somando-se aproximação de produtores rurais das novas tecnologias e incentivo ao consumo da carne suína, que é uma carne saudável.

No programa Juntos para Competir, em parceria com o Sebrae, Senar e Farsul, o destaque foi a cadeia de fruticultura, tanto para frutas de mesa como industrialização, e as principais ações foram de capacitação e gestão, como sempre, igualmente seguidas de técnicas de manejo, produção integrada, segurança alimentar para as agroindústria, consultorias de design, Dias de Campo, apoio para certificação de origem e orientações sobre exigências de mercado e comercialização, além dos cursos ordinários que são oferecidos. Enfim, foi uma feira muito positiva para o Rio Grande do Sul.









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