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Entrevistas

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Domingo, 13 de maio de 2007 - 10h47m

Mário Augusto Ribas do Nascimento

Presidente da Emater/RS

Ex-prefeito de São Miguel das Missões por dois mandatos, o engenheiro agrônomo Mário Augusto Ribas do Nascimento assumiu a presidência da Emater/RS no dia 5 de março e, um mês depois, já demonstrou uma de suas facetas: ser pró-ativo, como costuma dizer. Aos 43 anos de idade, a trajetória de sucesso desse missioneiro nascido em Santo Ângelo levou-o a assumir a diretoria da Asbraer (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural) para a Região Sul.

Dar continuidade ao reconhecido trabalho realizado pela Emater/RS-Ascar, consolidando novas alternativas, diversificando a produção e integrando todos os segmentos produtivos, são propósitos da nova diretoria da Emater/RS-Ascar. A importância de se manter e valorizar ações de agroindústria, turismo rural, bioenergia, florestamento, saúde, segurança alimentar e de educação, são, segundo o presidente, fundamentais para seguir a missão da Instituição.







Página Rural - O senhor foi prefeito de São Miguel das Missões e, provavelmente, já foi parceiro da Instituição, portanto estava do outro lado da mesa. Como essa sendo essa troca de papel: de usuário a prestador de servido da Emater/RS-Ascar?
Mário Nascimento –
Como fui usuário conheço a importância da Emater/RS-Ascar na outra ponta. Sempre acompanhei o trabalho da Instituição e percebo a importância que ela ela tem para o Rio Grande do Sul. Como gestor, estou conhecendo a outra ponta e, por isso, temos que melhorar as condições de atendimento à agricultura familiar e trabalhar as potencialidades e oportunidades para o desenvolvimento de ações e projetos.

PR - Como será o relacionamento da Emater/RS-Ascar com as parcerias e com outras entidades?
Nascimento –
Vamos procurar a aproximação. Não podemos trabalhar de forma isolada. Muitas ações que são convergentes poderiam ser potencializadas. Por isso, vamos sentar com as Instituições que tenham trabalho semelhante ao nosso. Vamos integrar a agricultura através da ação mais participativa e transparente.

PR - Como a Emater/RS-Ascar efetuará a redução de despesas proposta pelo governo estadual?
Nascimento –
A situação financeira do Estado é uma realidade. A Emater/RS-Ascar tem a responsabilidade de buscar novos projetos, alternativas para agricultura familiar, investir na diversificação de atividades, ampliar as ações e oportunizar projetos como a bioenergia, entre outros. Também pretendemos buscar recursos junto ao governo federal. A Emater/RS-Ascar é executora das políticas públicas, mas custa barato para o Estado porque ela mesma paga as suas despesas. Mas, mesmo assim, vamos buscar parcerias com outros órgãos. Nós reunimos as gerências e solicitamos projetos para as demandas de recursos. Procuramos uma visão de auto-sustentabilidade e de diminuição da dependência do Estado.

PR - Quais as suas principais metas de sua gestão frente à Emater?
Nascimento
– A Emater/RS-Ascar tem uma experiência bastante grande na área de extensão, acumulada em 52 anos de existência, a serem completados no próximo dia 2 de junho. São mais de 2.300 funcionários que desenvolvem um trabalho de extensão rural muito rico. Recentemente saiu o resultado de uma pesquisa que constatou mais de 85% de satisfação com a nossa atuação por diversos órgãos da sociedade. E nossa missão frente à presidência é dar seqüência e ampliar esse trabalho para continuarmos crescendo, como vem acontecendo nos últimos anos.

Nosso maior desafio, nesse momento, é integrar as políticas para o meio rural com os diversos órgãos que trabalham com a agricultura, e, principalmente, com o pequeno produtor, para que a Instituição seja o elo indutor do desenvolvimento rural no Rio Grande do Sul.

Com nossas parceiras, vamos procurar a aproximação. Não podemos trabalhar de forma isolada. Muitas ações que são convergentes poderiam ser potencializadas. Por isso, vamos sentar com as Instituições que tenham trabalho semelhante ao nosso. Vamos integrar a agricultura através da ação mais participativa e transparente.

PR - Quais as inovações que o senhor pretende empreender em relação à qualificação técnica dos profissionais?
Nascimento –
A Emater/RS-Ascar vem incentivando a qualificação, inclusive com cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado. Na medida da solicitação, estamos apoiando e autorizado o curso para vários profissionais, concedendo licença sem remuneração. Em relação aos cursos de capacitação, a Instituição, quando encaminha projetos que exigem qualificação maior, acompanha o processo a qualificação técnica. Agora, com o Programa de Irrigação, os primeiros técnicos capacitados foram os da Emater/RS-Ascar. Quanto à qualificação para a cadeia do leite, capacitamos técnicos e também produtores em nossos Centros de Treinamento. São ações permanentes que vão resultar em aumento de produção e de produtividade na bacia leiteira, onde precisamos melhorar muito o desempenho.

PR - O agronegócio do RS pode crescer em quais áreas?
Nascimento –
O setor se encontra em desenvolvimento e vai se expandir ainda mais, felizmente. Nesse cenário situa-se o Rio Grande do Sul, com potencialidades enormes em várias atividades. Vislumbro um avanço na agricultura familiar, e, nesse contexto, a Emater/RS-Ascar se situa como a grande executora das políticas públicas do Governo do Estado para auxiliar na conquista de melhores e mais amplos espaços para a atividade. Vamos ajudar a buscar alternativas contemplando uma mudança na matriz produtiva.

Um desafio é oferecer alternativas à agricultura familiar que ainda produz grãos, mostrando, com segurança, as opções. Por isso, vamos atuar dentro da porteira, levando a assistência técnica e a extensão rural para os nossos beneficiários, bem como auxiliando a articular toda a cadeia produtiva. Entre as alternativas que deverão ter maior desenvoltura, sem dúvida, está a bioenergia, um tema novo para o qual ainda não temos respostas para muitas perguntas. Por isso, precisamos trabalhá-lo com mais segurança e cautela. O produtor quer buscar alternativas, e precisa saber o que é viável. E precisamos fornecer respostas com segurança, sem empolgá-lo demais.

Há bons exemplos que estão dando certo, como a destilaria de álcool localizada nas Missões ou a micro destilaria de álcool situada em Dezesseis de Novembro, um processo novo e que merece aplausos. Ambos, porém, servem de referência. Por enquanto, a orientação é ter cautela. Sabemos como, onde e de que forma produzir, mas precisamos a garantia da outra ponta, a comercialização, que deve garantir um retorno financeiro.

PR – A agroindústria de leite tem perspectivas de crescimento no Estado, em especial a partir da instalação de novas plantas. Quais as iniciativas que o produtor de leite pode esperar da Emater?
Nascimento –
Auxiliando no aumento da produtividade, aproveitando melhor as pastagens, a forma de utilização das forrageiras, a rotação de culturas. As plantas que estão surgindo se instalaram numa região que é das melhores do mundo para a produção de leite com baixo custo, apenas usando forrageiras.

Nosso clima é favorável, o solo é adequado, e podemos produzir leite o ano inteiro reduzindo os custos de produção. E essa resposta a Emater/RS-Ascar tem, orientando os criadores com novas alternativas de forrageiras, o sistema de manejo, o trabalho com animais, zelando pela sanidade dos animais. Só vamos aumentar o desempenho da bacia leiteira através da capacitação, de qualificação de nossos produtores através dos nossos técnicos. Nesse processo, a Emater/RS-Ascar tem papel fundamental, tendo grande responsabilidade nesse contexto. Por isso, vamos promover as ações que ajudam a melhorar o desempenho da atividade.

O leite é fundamental na propriedade rural gaúcha, pois garante o salário mensal dos produtores. As indústrias chegam em boa hora, por isso também temos que elevar os níveis de produtividade. Conhecimento e tecnologia temos, e a Emater/RS-Ascar também tem conhecimento, e vai continuar repassando para os agricultores familiares ampliarem as atividades. Na área de classificação e certificamos, temos um mundo pela frente, e, nessa área, a Instituição igualmente está condições de atender à demanda por certificação do leite.









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