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Terça-feira, 16 de junho de 2009 - 17h40m

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PA: dia de campo e seminário fortalecem goiaba orgânica de Dom Eliseu



Dom Eliseu/PA

O V Dia de Campo sobre Goiaba Orgânica e o II Seminário sobre essa cadeia produtiva (este ano com o tema "Mercado"), promovidos ao mesmo tempo pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), movimentaram o município de Dom Eliseu, sudeste paraense, de 12 a 14 de junho. Mais de 100 produtores participaram dos debates, das mostras e da capacitação, acompanhados por técnicos da Emater e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Os eventos, realizados na Chácara São Francisco, propriedade do agricultor Francisco Nunes, apresentaram as especificidades do manejo agroecológico sobre a goiaba, versaram sobre prospecção de novos mercados para produtos orgânicos e resultaram em elaboração de propostas para políticas públicas que beneficiem o setor.

Hoje, quarenta e cinco agricultores familiares de Dom Eliseu têm na goiaba orgânica o carro-chefe da produção. Dentre esses, dois, embora ainda não certificados (porque o processo é custoso e demorado), têm produção absolutamente sem agrotóxicos e com manejo impecável.

Os outros 43 ainda estão em processo de transição, mas com produção com uso mínimo de fertilizantes e inseticidas químicos, em um nível considerado "seguro para consumo", conforme padrões internacionais. "Mas nosso trabalho vai no rumo de eliminação total de quaisquer venenos e capacitação completa sobre o manejo correto. Essa transformação do modelo nunca é imediata, é uma transformação gradativa", explica o engenheiro agrônomo da Emater Oduvaldo Rodrigues.

História
A goiaba começou a ser plantada em Dom Eliseu por volta de 1999, quando uma empresa particular de beneficiamento da fruta e produção de doces, instalada no município, precisava ter de quem comprar. Com o apoio da Emater e a implantação de uma Unidade Demonstrativa (UD) em 2004, que serviu de laboratório e vitrine, os agricultores se interessaram pelo cultivo e, aos poucos, capacitados e financiados, foram alavancando o mercado agrícola de Dom Eliseu.

A maioria desses agricultores passou de cultivos temporários sem muita renda (mandioca, arroz) para um mercado promissor, de ótimos preços e incontestável valor ambiental. Estima-se que atualmente haja no município até 100 hectares plantados com goiaba orgânica.

A safra deste ano, de 700 toneladas, já foi comercializada, in natura, (a R$ 0,60 o quilo, "um bom preço", segundo Oduvaldo Rodrigues) para empresas particulares de produção de polpa e para a Centrais de Abastecimento do Estado do Pará (Ceasa). Parte também foi vendida para a prefeitura do município, para enriquecer a merenda escolar.

Um dos grandes desafios atuais da produção de goiaba orgânica em Dom Eliseu é a limitação da colheita, que, sem sistemas de irrigação, só pode ser feita uma vez por ano. Quando a safra interna se esgota, o Pará tem que importar goiaba das regiões sul e nordeste. Com o plantio irrigado, haveria colheita o ano inteiro.

De acordo com a Emater, a proposta de recursos para a instalação dos tais sistemas (calcula-se que cada hectare demande R$ 15 mil) já está sendo feita para os bancos, de modo que possa ser contemplada como investimento do programa Mais Alimentos, do governo federal. Além disso, está sendo estudada a possibilidade de construção de uma "pack house", para que a comunidade possa ela própria manipular a fruta e embalar a vácuo.


Fonte: Governo do Pará














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