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A regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) de Juiz de Fora defende a exportação de produtos lácteos para o mercado chinês e acredita que isso dará novo fôlego aos pequenos produtores de leite da região. A perspectiva está sendo levantada pelo Polo de Excelência do Leite e Derivados, que está organizando para o mês de maio uma missão técnica à China. O Polo de Excelência do Leite e Derivados é uma instituição que reúne vários órgãos, entre eles a Emater-MG .
“Estamos idealizando uma missão técnica com algumas instituições e potenciais segmentos de insumo. Estamos fechando o roteiro”, revela o gerente-executivo do Polo do Leite, Airdem de Assis. De acordo com Assis, há necessidade inicial de representar o Brasil na China, por isso o foco principal é a cooperação técnica e posteriormente um estreitamento comercial. A missão ocorrerá durante a ExpoXangai, exposição internacional com duração de seis meses que, de acordo com a previsão de seus organizadores, poderá atrair cerca de 70 milhões de visitantes.
Para a empresa pública mineira, que tem na agricultura familiar o foco de suas ações, se a exportação de lácteos de fato vier ocorrer, os pequenos produtores pecuaristas da região também serão beneficiados, conquistando um preço melhor para o leite e os produtos derivados dele. “Se tiver um aumento de exportações, principalmente de lácteos, isso facilitará para o produtor, pois ele pode conseguir um aumento no preço do litro de leite, visto que a demanda será muito maior”, prevê o coordenador técnico regional da Emater-MG, Antônio Domingues. Segundo ele, “ainda há a possibilidade de que no futuro termos parceiros chineses como sócios em laticínios, em nosso Estado e na região”.
Na primeira reunião do ano feita pelo Polo do Leite com os membros da instituição, o consultor Vladimir Pomar garantiu que o mercado do país asiático é bastante promissor quando se trata do leite brasileiro. De acordo Pomar, apesar de ainda não ser um hábito alimentar consolidado, o consumo do leite é muito incentivado pelo governo chinês. Segundo o consultor, a China compra 50 mil vacas por ano, além de outros animais produtores de leite. “Por determinação do governo de lá há um grande esforço por consumo de leite e derivados”, afirma.
Ainda segundo Pomar, com uma economia em constante ascensão, a China apresenta grande produção láctea, porém, a tecnologia empregada é cara por conta das variações no clima e solo do país, principalmente no que tange as oscilações da temperatura. Diante de tal cenário, a aproximação brasileira com a China pode ser interessante para as duas nações, pois como ocorrem com outros produtos agropecuários, com os lácteos, a potência asiática também pode ser a maior compradora do Brasil, na avaliação e expectativa do consultor.
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