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As analistas Maria Amélia Tirloni e Luana Camila Figueiredo, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), órgão ligado à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), e o instrutor Francisco Beduschi Neto, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-AR/MT), participam até o dia 19 deste mês, em São Paulo, de um treinamento sobre as diretrizes do Programa Campo Futuro, promovido pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema Famato e BM&F (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros). Além de Mato Grosso, estão representados os estados de GO, MS, MG, MA, RS, SP e PR.
Na programação do evento que começou na segunda (8) estão visitas à Bolsa de Valores e corretoras, e muita troca de informações entre os interlocutores do programa que trabalha com a análise de custo de produção, seguro rural e mercado futuro, e que tem o objetivo de capacitar produtores rurais a trabalhar a gestão como forma de agregação de renda.
“Estamos na parte inicial revisando e fixando conceitos. A turma é bastante heterogênea, com pessoas de diversas partes do país e diferentes formações, o que sempre gera e alimenta debates, que têm sido saudáveis e muito produtivos”, disse Francisco Beduschi.
O grupo passará ainda por um treinamento prático sobre o novo software que será utilizado nos treinamentos no campo, que promete facilitar a adesão do produtor. Além disso, essa mesma plataforma será utilizada pela CNA, com a autorização dos produtores, para abastecer seu banco de dados. Esse banco de dados, que teve início em 1967, poderá ser utilizado pelos produtores para comparações num projeto de indicadores agropecuários, além de subsidiar a CNA para a formulação de propostas.
“Agora os produtores terão a disposição um software amigável e de fácil utilização. Nossa expectativa é que isso facilite a adesão dos produtores aos temas propostos no Campo Futuro”, afirmou Maria Amélia.
Outra novidade é que foi incluído no Campo Futuro a parte de seguros agrícolas e de safra, setor que tende a crescer no país. “Isso será possível a partir do apoio do governo federal ao setor para minimizar o risco de produção”, explica Beduschi.
Na próxima semana inicia o trabalho intensivo com os produtos da Bolsa por treinamentos feitos diretamente por eles.
Em Mato Grosso a primeira fase do programa aconteceu nos municípios onde atuam os produtores (Sorriso e Tangará). De acordo com o coordenador de projetos e programas especiais do Senar-AR-MT, Marciel Becker, novas localidades a serem definidas devem receber o curso durante este ano.
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