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Terça-feira, 01 de junho de 2010 - 18h42m

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DF: melhoramento genético do rebanho leiteiro é pauta do Prosa Rural



O Prosa Rural é um programa de rádio da Embrapa.


Brasília/DF

O melhoramento genético é uma área da zootecnia que utiliza os conhecimentos de genética e estatística para aprimorar o desempenho produtivo de qualquer ser vivo. Melhorar um rebanho bovino significa introduzir ou modificar uma série de tecnologias ou processos que possibilitem mudar determinadas características como resistência a parasitas, nutrição, adaptação ao clima da região, morfologia e produção de leite ou carne, de acordo com os objetivos do criador.

A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora/MG), Maria Gabriela Peixoto, participa do Prosa Rural desta semana que tem como tema o melhoramento genético do rebanho leiteiro. Segundo ela, para iniciar o processo de melhoramento genético de um rebanho é preciso conseguir matrizes e reprodutores bons geneticamente. As informações sobre valor genético, nas características desejadas, podem ser obtidas nos catálogos e sumários de touros. Esse material está disponível nas associações de criadores ou na internet, nos sites dos programas de melhoramento de cada raça. As empresas que comercializam sêmem também podem orientar o produtor.

“A escolha da raça com a qual se vai trabalhar é o primeiro passo para o produtor realizar o melhoramento genético de seu rebanho”, ressalta Mariai Gabriela Peixoto. Ela explica que no caso dos sistemas de gado de leite, pode-se usar raças puras especializadas ou seus cruzamentos. As raças européias mais encontradas no Brasil são a Holandesa e a Jersey. Entre as raças indianas mais utilizadas no país, estão a Gir e a Guzerá.

A raça Holandesa é a mais especializada na produção de leite e também a mais difundida em todo o mundo. Além disso, o gado holandês conta há muitos anos com programas de seleção e melhoramento genético para a produção de leite e de sólidos, nos mais importantes países do mundo. No Brasil, a produção média de uma vaca holandesa varia entre 6.000 até 10.000 kg, com recordes acima de 18.000 kg, em lactação superior a 10 meses

Atualmente, a raça Jersey é considerada a segunda raça leiteira mais importante no mundo. No Brasil, produz de 3.500 a 5.500 kg de leite por lactação de 305 dias. Com seu elevado teor de sólidos, é geralmente o leite que proporciona o maior rendimento industrial na produção de queijos e outros produtos lácteos.

Entre as raças indianas conhecidas como zebuínas, tanto a Gir quanto a Guzerá encontram-se distribuídas em todo o território nacional, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Por serem originárias da Índia, região mais quente do que a Europa, o gado zebu se destaca das raças européias nas seguintes características: grande resistência ao calor excessivo e à alta umidade relativa do ar; capacidade de utilizar com eficiência alimentos de baixa qualidade nutricional; costume de pastejar de dia e à noite; menor exigência alimentar para manutenção e melhor resistência a ecto e endoparasitos.

A raça Gir é a raça zebuína mais utilizada nos cruzamentos para formação de mestiços leiteiros. Produz leite de qualidade e de sólidos, com a média de produção de leite em torno de 3.777 KG. Já os rebanhos Guzerá são destinados tanto à produção de leite quanto à produção de carne. Também produz leite de qualidade com média de produção de aproximadamente 2.071 KG.


Fonte: Embrapa














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