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Sexta-feira, 04 de junho de 2010 - 13h26m

Agronegócio > Economia

SP: maio encerra com alta de 8,66% nos preços agropecuários



São Paulo/SP

O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista encerrou o mês de Maio com variação positiva de 8,66%, afirmam José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti, pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola – IEA/Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Para a variação dos índices acumulados nos últimos 12 meses, os resultados mostram expressivas variações positivas para o IqPR de 29,76%. Os produtos que registraram as maiores altas foram: laranja para indústria (68,80%), feijão (24,64%), cana-de-açúcar (11,34%), amendoim (9,05%) e leite tipo C (5,52%).

Na laranja para indústria, os preços vêem sendo impulsionados pelos elevados valores alcançados pela laranja de mesa. Os preços da laranja para mesa chegaram a ser 41,1% maiores que os da laranja para indústria, estimulando a seleção das melhores frutas na esteira das usinas, e permitindo à agroindústria ocupar espaço no mercado de mesa, impulsionando os preços nesse mercado para baixo. A tendência é de redução dessa diferença de preços.

Os preços recebidos pelos produtores paulistas de feijão continuam em alta e a escalada deve prosseguir até que novas safras ofertem produto em patamares compatíveis com a procura.

No caso do amendoim, a seqüência dos preços mais altos deriva dos impactos da redução de 22,9% da safra nacional e diminuição de quase 25% da área plantada da safra das águas, devido principalmente à menor disponibilidade das áreas de renovação de canaviais. Para os leites B e C a redução na produção, em virtude da diminuição da qualidade dos pastos, clima mais seco e temperaturas baixas, continua impulsionando a alta de preços.

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços no período foram: banana nanica (16,32%), tomate para mesa (11,75%), laranja para mesa (6,97%), algodão (3,81%) e carne de bovina (1,73%)

A continuidade da queda do preço do tomate reflete a entrada dos novos plantios. Os altos preços do início de março estimularam a ampliação da produção levando, na gangorra de preços, a novo ciclo de queda acentuada de preços. No caso da banana, o recuo dos preços decorre do início da normalização dos fluxos e da resistência dos consumidores que passaram a comprar menos dessa fruta em função da conjunção de preços altos para frutos de qualidade inferior.

Na laranja de mesa, a queda de preço é devida a redução do consumo de sucos naturais e à pressão da entrada de outras frutas para consumo direto, tais como tangerina, maçã e caqui.

Em relação ao mesmo período de 2009, nota-se que os preços agropecuários mostram comportamentos distintos. Nos grãos, as commodities internacionais mostram queda: soja (27,26%), trigo (25,81%) e milho (17,65%), derivada não apenas da oferta das principais nações produtoras, mas também da estagnação da demanda com a redução das compras européias (ainda em crise financeira) e expectativas de menores compras chinesas de produtos brasileiros.

Essa mesma situação impacta outro relevante produto da pauta de exportações, representada pela carne de frango (-12,95%) que pela queda dos preços internos dessa proteína carrega os preços do ovo (-8,51%). Similar comportamento do mercado internacional afeta os preços do arroz, produto que o Brasil importa, com reflexo nos preços internos (-4,66%).

Das demais mercadorias importantes na pauta das exportações brasileiras, a cana-de-açúcar continua seu movimento ascendente (+30,56%) sendo que na carne bovina há repetição dos patamares do ano anterior (+0,91%).

Nos demais produtos a realidade consiste de elevações expressivas em relação a 2009, com maior expressão para o feijão (92,29%) e o amendoim (81,32%). Também tiveram altas elevadas o tomate para mesa (42,55%), a carne suína (32,51%), o algodão (31,90%), a laranja de mesa (29,20%), o leite C (16,29%), o leite B (13,57%), o café (7,81%) e a banana nanica (7,05%). Em todos eles os preços em 2009 estiveram muito baixos, o que para a maioria dos produtos, em especial nos de safra anual, houve considerável redução do plantio e da oferta.


Fonte: SAA/SP














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