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Segunda-feira, 07 de junho de 2010 - 07h23m

Política Agrícola > Safra

DF: safra terá R$ 100 bi de crédito e mais subsídios



Brasília/DF

Em seu último grande pacote de benefícios a empresários rurais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia hoje, na sede da Embrapa, um novo plano de R$ 100 bilhões para amparar a produção agropecuária nacional.

O agrado aos ruralistas, um dos grupos mais refratários à presidenciável petista Dilma Rousseff, incluirá crédito de R$ 60,7 bilhões com taxas subsidiadas pelo Tesouro Nacional, juros "negativos" de 6,75% ao ano em operações de custeio, reforço ao médio produtor com um novo programa (Pronamp), além de um amplo conjunto de incentivo a ações "verdes" no setor rural. Usineiros do Centro-Sul terão R$ 2,4 bilhões para estocagem e fruticultores do Nordeste ganharão incentivos especiais para elevar a produção. "O mais importante é que, mesmo havendo aumento de juros, a agricultura será poupada", afirmou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao Valor .

Onovo Plano de Safra também terá a elevação dos principais limites de crédito individual e a ampliação da cobertura do seguro rural. Para evitar prejuízos eleitorais ao governo e a parlamentares aliados, o plano oficial não tratará da redução dos atuais preços mínimos de garantia - ao menos por enquanto, já que o Ministério da Fazenda insiste em diminuir os valores de referência para milho, trigo e feijão. A clientela dos produtores familiares, cuja inclinação política é mais favorável ao governo, já tinha sido atendida com R$ 16 bilhões em crédito, a maior parte subsidiada pelo Tesouro.

Na tentativa de seduzir a classe média rural, cuja renda anual não supera R$ 500 mil, o governo criará o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) em substituição ao Proger Rural. Com orçamento de R$ 5,65 bilhões, a linha terá juros ainda menores: 6,25% ao ano. "Nosso olhar está voltado para eles", disse o ministro Rossi. Com R$ 3,15 bilhões, o programa "Agricultura de Baixo Carbono" tentará aproximar os interesses de ruralistas e ambientalistas, grupos em oposição por causa da reforma do Código Florestal Brasileiro. "Plantaremos ideias para vicejar em futuros governos", disse Rossi.

A meta de uma década é evitar a emissão anual de 165,7 milhões de toneladas equivalentes de CO2 em gases do efeito estufa. O plano prevê a recuperação de 15 milhões de hectares de terras degradadas e estímulos para elevar em 50% a área de florestas plantadas, de 6 milhões de hectares para 9 milhões. Ele terá R$ 3,15 bilhões com juros entre 5,5% e 5,75% ao ano e prazos de 12 anos a 15 anos para pagar, além de carências estendidas.

Mauro Zanatta


Fonte: Valor Econômico














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