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Segunda-feira, 07 de junho de 2010 - 14h53m

Saúde > Responsabilidade Social

DF: Programa Útero é Vida chega a Roraima, informa CNA



Brasília/DF

Lançado em 2009 com o objetivo de promover ações de educação, prevenção e diagnósticos do câncer de colo de útero em mulheres que vivem no meio rural, o programa Útero é Vida, uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem rural (Senar), chegou a Roraima.

A população feminina beneficiada foi a da Comunidade Indígena do Mauá, no município de Bonfim, próximo da capital Boa Vista, atendida por 25 voluntários que fizeram exames preventivos e ajudaram no preenchimento de um cadastro social de 109 mulheres. As mulheres também assistiram a palestras sobre a importância do tratamento da doença e tiveram direito tratamento de beleza, cortes de cabelo e almoço, tudo feito em parceria com a prefeitura municipal.

Wendy Ambrosio, de 38 anos, fez o primeiro exame há 12 anos quando teve sua filha mais velha. Agora ela trouxe a menina para conhecer o exame. “Com esse programa tomei coragem e vou fazer de novo”, relatou. Já Francineice Trindade, 32 anos, disse que quando teve o primeiro filho não sentia nada, mas depois de um tempo apareceu um corrimento e ficou assustada. Por não fazer nenhum pré-natal ou exame recorreu ao médico. “Não sabia por que isso aconteceu comigo e procurei o médico. Depois dos exames e tratamentos fiquei bem. E com essa oportunidade vou fazer de novo, pois têm muitas doenças por ai onde as mulheres e crianças morrem ou os bebês nascem doentes. Vou encarar, mesmo com um pouco de medo”, afirmou.

A meta pretendida pelo programa era atender 150 mulheres. Mesmo não atingindo o objetivo, os organizadores acreditam que é um número bom diante da cultura indígena.

Para a superintendente do Senar em Roraima, Anna Ferst, o programa Útero é Vida é só o começo de outras ações que serão desenvolvidas durante o ano. Ela disse que este tipo de câncer em Roraima tem alcançado homens e mulheres e que precisa ser contido.

“Estamos tentando ajudar essas mulheres, pois é nesses lugares que a saúde precisa chegar. O acesso é difícil, mas conseguimos. E não vamos ficar somente no Manoá, vamos mais além, pois há muitos casos em Roraima tanto em mulheres como em homens que não têm costume de fazer exames periodicamente”, ressaltou.

A instrutora do Senar Nacional, Juliana Bouvine, disse que a realização do exame é primordial hoje em dia, pois o exame diagnostica casos de inflamações e ajuda na prevenção do câncer. O programa Útero é Vida começou no Piauí e Tocantins em 2009. Com os resultados, o Senar quer dar continuidade a esse programa em mais 11 estados da federação, incluindo o Distrito Federal. “Por ser a primeira comunidade indígena do programa fiquei surpreendida pelo número de mulheres que vieram ao evento, sinal que a mobilização foi boa e contribuiu para o sucesso”, disse.

O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Gonçalo Teixeira, admitiu que ainda há resistência das mulheres de um modo geral. Por Manoá ser uma comunidade indígena, a cultura é o principal agravante, pois há um receio para a quebra de paradigmas. “Esse exame é muito importante. Infelizmente existe a questão cultural, onde não há o costume entre elas na realização do exame, ou pelo impedimento do marido ou por vergonha”, justificou Teixeira.

A Liga de Combate ao Câncer trabalhou com quatro enfermeiras e uma médica ginecologista. A presidente da liga, Magnólia Rocha, consciente da dificuldade em convencer as participantes, confirma que esse programa é o caminho para combater o câncer do colo do útero. Além disso, o índice da região norte chega a quase 80% de casos positivos. “Precisamos diminuir esse índice e são essas campanhas que permitem a redução desses números. E os homens precisam acordar também, pois o câncer de próstata mata também”, alertou Magnólia.


PALESTRAS

Antes dos exames, o Serviço Social do Comércio (Sesc) ofereceu palestras sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis, esclareceu dúvidas sobre o Papiloma Virus (HPV) e ainda ressaltou a importância do exame periódico do Papanicolau. A palestra, feita pela enfermeira Mara Melo, trouxe informações para as mulheres do Manoá. Muitas delas nunca ouviram falar das doenças e outras já faziam preventivos em Boa Vista. Junto com a equipe, participaram seis acadêmicos de enfermagem da Universidade Estadual de Roraima (Uerr). Os estudantes puderam praticar o que aprenderam na teoria em sala de aula.


OUTROS SERVIÇOS

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) levou dois serviços: um de massagem facial e o de manicure, nos quais foram 61 mulheres atendidas. A instrutora Joana D’Arc, disse que a parceria do Sistema “S” vem em boa hora, pois as mulheres atendidas tiveram a oportunidade de se cuidar na ação e, as instrutoras, em aplicar o aprendizado adquirido nos cursos.

“Elas saem daqui com o espírito renovado. A saúde do corpo é muito importante e um tratamento para a beleza ajuda no bem estar dessas mulheres”, afirmou a instrutora.

O Instituto Federal de Educação (Ifrr), com atividades lúdicas, atendeu cerca de 600 crianças levadas pelas mães para ação. Enquanto as mulheres se tratavam, as crianças brincavam. No local, cama elástica, brincadeiras recreativas e jogos para crianças. Segundo Josiane Souza, professora de educação física a instituição está sempre pronta para atender o lado social. “Nos envolvemos com a qualidade de vida e com a educação que pode começar desde cedo. Nosso papel é desenvolver a integração entre eles e proporcionar diversão”, destacou Josiane.


Fonte: CNA














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