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Segunda-feira, 07 de junho de 2010 - 17h25m

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AC: fórum internacional discute desenvolvimento sustentável da Amazônia



Rio Branco/AC

Geração de energia, meio ambiente, integração entre os países amazônicos e produção sustentável entre outros temas relacionados pautaram o 2º Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sul-americana.

Profissionais de instituições de pesquisa nacionais e internacionais, empresários, gestores públicos e representantes de organismos governamentais e não governamentais da área de engenharia civil participaram da programação em Rio Branco (AC), entre quarta-feira (2) e domingo (6) e em outras 11 cidades do Acre, Rondônia, Peru e Bolívia.

Realizado pela Federação Nacional dos Engenheiros, com apoio do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Acre, Governo do Estado, prefeitura de Rio Branco, Embrapa Acre e Universidade Federal do Acre, o evento discutiu alternativas para o crescimento socioeconômico da região aliado à preservação ambiental. No período de 23 de maio a lº de junho, caravanas de participantes visitaram obras estratégicas para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região como a Rodovia Interoceânica, que liga o Brasil ao Peru, o Seringal Cachoeira, em Xapuri (AC), que abriga uma das maiores reservas extrativistas da Amazônia, e a hidrelétrica de Jirau, no município de Porto Velho (RO).

Autoridades nacionais e internacionais participaram como palestrantes do evento, entre eles o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e o vice-presidente do Conselho de Engenharia Civil da Argentina, Eduardo Hilsenrat. Para Sebastião Fonseca, presidente da organização não governamental Engenheiros Solidários e um dos idealizadores do evento, conhecer a realidade amazônica e de sua gente é o primeiro passo para se apontar caminhos para o desenvolvimento sustentável da região. “Não é possível pensar em preservar a Amazônia sem incluir os 30 milhões de habitantes que nela vivem em projetos que lhes garantam condições de viver bem mantendo a floresta em pé. Por meio do debate, estamos tentando identificar as alternativas mais viáveis para tornarmos isso possível", diz.

Na sexta-feira (4), as atividades ficaram em torno dos temas Ciência e Tecnologia e Produção Sustentável na Amazônia. O pesquisador Judson Valentim, chefe geral da Embrapa Acre, ministrou palestra sobre as inovações tecnológicas para a produção florestal e agropecuária sustentável na Amazônia. Em sua explanação, destacou a importância do uso de tecnologias para elevar a produtividade e reduzir custos e os impactos ambientais destas atividades na região.

Segundo o pesquisador, apesar dos avanços da ciência, o grande problema na Amazônia ainda é o baixo nível tecnológico dos sistemas. No caso da pecuária, aos poucos esta realidade vem se modificando com a modernização das estruturas de produção. “Nos últimos quatro anos as inovações tecnológicas desenvolvidas pelas Unidades de pesquisa da Embrapa, universidades e organizações estaduais de pesquisa vêm permitindo conciliar a atividade com o crescimento na produção de alimentos, resultando em ganhos de produtividade, competitividade e redução da pressão ambiental”, explica.

Valentim afirma ainda que os ganhos de produtividade decorrentes da aplicação de tecnologias permitiram evitar a incorporação de 147,5 milhões de hectares, dos biomas Cerrado e Amazônia, aos sistemas de produção pecuários da região. Com o uso adequado de tecnologias e insumos, em sistemas de produção intensivos e integrados, é possível elevar a taxa de lotação das pastagens em 175%, passando da média atual de 0,91 para 2,5 unidade animal (UA) por hectare.

Na sua avaliação, a Amazônia apresenta condições excepcionais para passar de um modelo de exploração predatória e insustentável dos recursos naturais para um novo padrão de desenvolvimento regional baseado na combinação do uso sustentável do patrimônio natural e social, infraestrutura para a oferta de produtos de alto valor agregado e de serviços com padrões compatíveis com as exigências dos mercados intrarregional, nacional e internacional.

“O fortalecimento das instituições regionais de pesquisa e desenvolvimento, a atuação em redes temáticas internacionais e a criação de políticas e mecanismos inovadores com a finalidade de promover inovação tecnológica em larga escala nos setores florestal, agropecuário e agroindustrial são vitais para conciliar desenvolvimento econômico, bem-estar social e conservação ambiental na Amazônia Continental”, conclui.


Fonte: Embrapa














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