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Segunda-feira, 07 de junho de 2010 - 17h47m

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SC: Estação Experimental de Itajaí testa fruta exótica



Itajaí/SC

A Estação Experimental da Epagri de Itajaí está fazendo testes com uma fruta exótica, o bacupari boliviano, no litoral de Santa Catarina e em regiões de média altitude. Pesquisas preliminares indicam que o bacupari boliviano, conhecido também como achachairu, tem larga vantagem em relação ao bacupari nativo.

O bacupari boliviano tem maior tamanho do fruto, o peso médio é de três a quatro vezes maior, o teor de polpa é elevado, é menos atacado pela mosca das frutas, a principal praga do litoral, provavelmente pela maior espessura da casca, e o sabor é excelente – diz o pesquisador Eliséo Soprano.

O engenheiro agrônomo destaca ainda a longa durabilidade no pós-colheita e a tolerância ao manuseio e transporte, o que garante vantagens competitivas para a fruta. “Em ensaios preliminares verificou-se que pode permanecer na planta por até dois meses e na prateleira, por até 30 dias.”

A multiplicação preferencial se dá por sementes, com início de produção no quarto ou quinto ano.

Essa frutífera foi introduzida recentemente no Brasil. No interior do município de Camboriú, Walnir Machiavelli pediu para a Epagri identificar a espécie que crescia a cada ano, e que havia sido plantada pelo proprietário anterior de seu sítio, um boliviano.

São 15 plantas que têm sido acompanhadas anualmente. Foram feitos testes de multiplicação vegetativa e por sementes, além de qualidade de frutos. A principal forma de propagação é por sementes.

As produções das safras de 2007/2008 e 2008/2009 não foram muito animadoras. Mas na última safra foi obtida a maior produção, estima-se algo em torno de 2 mil a 3 mil frutos por planta. Isso equivale a uma produtividade de 12.580 a 18.870 quilos por hectare.

Com as sementes dos frutos dessas plantas de Camboriú foram obtidas mais de 1.000 plantas para testes em Santa Catarina, a fim de verificar o comportamento nas diferentes regiões. A partir das observações feitas nessas áreas, serão feitas recomendações de cultivos ou locais onde o cultivo poderá ser realizado.

Em Camboriú, por exemplo, plantas de 15 anos estão com 5 a 6 metros de altura e diâmetro de copa de 4 a 5 metros em forma cônica, com folha perenes. Os frutos amadurecem em janeiro e fevereiro.

O bacupari boliviano ou achachairu pertence à família Clusiaceae. O gênero Garcinia inclui perto de 600 espécies de árvores e arbustos. Há poucos estudos consistentes sobre a espécie, que encontra-se em grande quantidade no departamento de Santa Cruz, na Bolívia.

“Na Epagri, o achachairu foi introduzido em 2005 pelo pesquisador Takazi. Em viagens para a Bolívia, o pesquisador trouxe frutos dessa e de outras espécies frutíferas bolivianas. Em 2007, fomos contactados para visitar a propriedade do senhor Walnir em Camboriú e identificamos a espécie como o bacupari boliviano”, conta Soprano.

O bacupari boliviano pode ser comercializado in natura e serve também para fazer sorvete e licor.


Fonte: Epagri














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