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Segunda-feira, 07 de junho de 2010 - 19h40m

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RS: normativa regulariza uso de agrotóxicos em culturas de suporte fitossanitário insuficiente



Porto Alegre/RS

Aconteceu hoje (07), no auditório da Ceasa, o Seminário sobre a Normativa Conjunta nº 001 (Mapa, Ibama, Anvisa) - “Minor Crops” (ou pequenas culturas). O evento, que tem promoção da Emater/RS-Ascar, Ceasa/RS e Associação dos Produtores de Hortigranjeiros, teve como objetivo divulgar a normativa que regulariza o uso de agroquímicos em pequenas culturas de hortaliças e frutas.

De acordo com os organizadores, os produtores de pequenas culturas entram na ilegalidade ao aplicar nas lavouras agrotóxicos não autorizados. A prática é comum entre os produtores de hortigranjeiros por não haver defensivos testados e aprovados pela indústria e registrados no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para uso nas “minor crops”. Por isso, os produtores acabam usando, por conta própria, agrotóxicos indicados para uma outra cultura, que não a que está recebendo a aplicação do produto químico.

O objetivo da normativa é estender os valores de Limite Máximo de Resíduo (LMR) de culturas que já tenham produto registrado. Segundo a apresentação do fiscal federal agropecuário da Sefag-DT/SFA-RS, Edson Bergamo, os agrotóxicos trarão no rótulo a indicação da cultura que permite a sua utilização, bem como todas as demais culturas contempladas no seu subgrupo.

A importância do seminário foi destacada pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, Gilmar Tietböhl, ao observar que muitas vezes o produtor é multado, por desconhecer os limites do uso de determinado produto. “Então, toda vez que a gente leva informação qualificada para o produtor, é bom pra todos. Bom para quem planta, para quem compra e para quem consome”, afirmou Tietböhl.

Segundo o engenheiro agrônomo do Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp, Ossir Gorenstein, os insumos químicos, principalmente pesticidas para controle de pragas, são muito utilizados em hortaliças e frutas, apesar de não estarem registrados. Para regularizar essa situação, “hoje se discute uma norma, que resolva esse problema. Por isso, a proposta deste primeiro seminário é facilitar e simplificar o registro de pesticidas para frutas e hortaliças, tirando os produtores da ilegalidade e dando uma maior garantia de um alimento seguro para a população”.

De acordo com o presidente da Ceasa/RS, Ailton dos Santos Machado, as Culturas de Suporte Fitossanitário de Insuficiência têm pouco ou quase nenhum registro de agroquímicos no cultivo. “Esperamos que a normativa resolva a interferência na comunicação que existe atualmente. O produto que até então não tinha registro é considerado fora da lei. Caso um cultivar for encontrado com um produto não registrado, ele será reprovado, o que não quer dizer que a população esteja consumindo agrotóxico em excesso”, afirma.

Segundo o fiscal agropecuário, Bergamo, a normativa é de fevereiro deste ano, e está sendo divulgada para que os produtores evitem a ilegalidade. O conhecimento chega ao meio rural através do serviço de extensão rural desenvolvido pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o assistente técnico estadual da Instituição, Marcelo Brandoli, “a Emater está fazendo justamente este trabalho de ligar o produtor a um conhecimento específico”.

Essa ação faz parte da Frente Programática Oportunidades do Agronegócio, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar, em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado.


Fonte: Emater/RS














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