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Terça-feira, 08 de junho de 2010 - 19h15m

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PB: análise estratégica de agroenergia apresentada no Congresso de Mamona



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Decio Gazzoni apresenta análise estratégica da agroenergia

Foto: Flavio Torres / Embrapa Algodão



João Pessoa/PB

Com uma visão do futuro das energias renováveis, o pesquisador da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da Republica, Decio Gazzoni, proferiu, hoje (08), a conferência de abertura do IV Congresso Brasileiro de Mamona e do I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas.

Na conferência “Análise estratégica das perspectivas da agroenergia”, Gazzoni apontou os grandes fatores determinantes do aumento da demanda por energia no mundo.

Segundo as previsões, a demanda vai crescer em torno de 70% nos próximos 40 anos, devido, principalmente, ao aumento da população mundial e da expectativa de vida da mesma, ao crescimento da renda per capita e ao movimento migratório da população rural para os centros urbanos, ressaltando que o consumo de energia per capita na cidade é superior ao do campo. Entretanto, a demanda por energia poderá ser bastante influenciada por três aspectos consciência ambiental coletiva, necessidade de desenvolvimento sustentável e a constante evolução tecnológica.

Para ilustrar o último aspecto, Gazzoni fez uma comparação dizendo que “Santos Dumont, há menos de 100 anos, não poderia prever que haveria aviões com capacidade para 800 passageiros e autonomia de 12.000 km, e que, dentro de pouco tempo serão movidos a biocombustíveis”

Em termos de políticas públicas, Gazzoni salientou que há necessidade de um conjunto coerente de medidas para viabilizar a produção e o consumo de biocombustíveis. Além das medidas de caráter estritamente energético, são necessárias as de caráter estrutural, fiscal, creditício, agrícola, de pesquisa e desenvolvimento, de educação e de comunicação social.

O Brasil desponta como o país de matriz energética “mais renovável” do mundo. O conferencista salientou que a energia proveniente da cana-de-açúcar representa cerca de um sexto de toda a energia consumida no Brasil. “E a tendência á ampliar essa participação, pois o desenvolvimento tecnológico levará ao melhor aproveitamento energético, com a possibilidade de maior produção de bioeletricidade”.

Finalizando, Gazzoni expos a opinião de que a evolução tecnológica e as demandas de mercado farão com que a cana-de-açúcar seja utilizada para deferentes aplicações ao longo do tempo. “Assim como em 1995, o principal produto era o açúcar e em 2005 era o etanol, em 2020 será a bioeletricidade e em 2030 serão os bioprodutos derivados do açúcar e do etanol”, concluiu.

A conferência fez parte da programação do IV Congresso Brasileiro de Mamona e do I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, que são realizados pela Embrapa Algodão (Campina Grande, PB), Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba.

Os eventos contam com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Petrobrás Biocombustível, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) da Sudene, do Banco do Nordeste, do Sebrae e Universidade Estadual da Paraíba.


Fonte: Embrapa














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