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Quarta-feira, 09 de junho de 2010 - 15h08m

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PB: no Congresso da Mamona, MDA mostra avanços da agricultura familiar na cadeia do biodiesel



João Pessoa/PB

O coordenador de Biocombustíveis da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Marco Antonio Leite, disse, durante palestra no terceiro dia do 4º Congresso Brasileiro de Mamona, em João Pessoa (PB), que "a mamona vive seu melhor momento".

Na manhã desta quarta-feira, 9, o coordenador apresentou o tema Inserção da Agricultura Familiar na Produção de Oleaginosas para Biodiesel – caso da mamona. Segundo Leite, as aquisições das empresas (em reais) em mamona deram um salto de cerca de R$ 3 milhões (em 2007) para R$ 27 milhões (em 2009). E a perspectiva para 2010 é de aquisições que totalizem R$ 48 milhões. Quanto aos hectares plantados, também houve um expressivo aumento de 8 mil hectares (em 2007) para 46 mil hectares (em 2009). A expectativa para este ano é de que a mamona seja cultivada em 72 mil hectares. “São números importantes que começam a moldar uma realidade e apontam para a inclusão social”, reforçou.

Em 2005, início do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), a saca de 60 quilos de mamona era comercializada a R$ 32,00. Em 2010, este valor é de R$ 72,00. “Isso é por conta do PNPB. Hoje, existe uma cadeia melhor organizada. Mas ainda há muitos desafios”, disse Leite.

O coordenador também destacou o trabalho do MDA na concessão do Selo Combustível Social. Hoje, das 47 usinas produtoras de biodiesel, 31 possuem o Selo que, segundo Leite, é auditado, fiscalizado constantemente pelo Ministério. “A inclusão social é nosso maior foco. E o MDA vem fiscalizando se as empresas têm cumprido as exigências”, afirmou.

Para 2010, a perspectiva é de que cerca de que 100 mil famílias estejam participando do PNPB em todo o País. Em termos de aquisições da agricultura familiar em todo o Brasil, em 2006, totalizaram R$ 68 milhões. Em 2009, foram R$ 677 milhões e, para 2010, estima-se alcançar a soma de R$ 1,2 bilhão.

Segundo Leite, mais de 40 assentamentos produzem mamona e, atualmente, mais de 1.200 técnicos estão diretamente ligados ao PNPB.

Desafio

“O desafio para o Nordeste/Semiárido e o Centro-Oeste é a gestão”, diz o coordenador. Leite explicou que será contratada uma empresa ainda este ano para qualificar as cooperativas. O objetivo é melhorar o sistema de gestão das cooperativas já existentes e criá-las onde não existem.

O número de cooperativas de agricultores familiares que realizam vendas para as empresas de biodiesel que têm o Selo Combustível Social cresceu significativamente de quatro cooperativas, em 2006, para 42 cooperativas (em 2009). Para o coordenador, o cooperativismo é a “mola propulsora”, já que participa na relação com os contratos, nos financiamentos, no volume e escala de produção, na agregação de valor, entre outros. Hoje, 22% dos agricultores familiares na produção de matéria prima para o biodiesel estão no Nordeste e 76% estão na região Sul do País. “Estimamos que até 2012, cerca de 60% das compras de matéria prima venham das cooperativas”.

Estudo
O coordenador do MDA também apresentou um estudo realizado em 2008, em parceria com a cooperação técnica alemã GTZ. Na pesquisa, 54% dos agricultores familiares entrevistados recebiam o Bolsa Família, programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “Isso mostra a inclusão social”, diz

Além disso, 80% dos agricultores consideraram os serviços de Assistência Técnica prestados pelas empresas de biodiesel entre boa e regular. Já com relação a diversificação de culturas, 81% das famílias plantaram mamona em consórcio com outras culturas, principalmente feijão e milho. “Isso mostra que estamos produzindo alimento e energia”, destacou Leite.


Fonte: MDA














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