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Quarta-feira, 09 de junho de 2010 - 15h21m

Animais > Bovinos

BA: Adab alerta sobre alimentação dos bovinos na Bahia



Salvador/BA

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) alerta aos criadores que o uso da cama aviária como complementação alimentar do rebanho baiano está proibido em todo o estado. A cama-de-frango, nome popular dado a essa prática, é a utilização de dejetos, penas e resíduos de ração acumulados nos pisos das granjas para alimentar o gado.

Apesar de ser uma opção mais barata, a complementação alimentar dos bovinos com produtos e subprodutos cuja composição contenha proteína ou gordura de origem animal pode transmitir a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), mais conhecida como mal-da-vaca-louca, doença de importância econômica que afeta a saúde pública.

Diante desse cenário, a Bahia foi o primeiro estado a determinar, através da Portaria Estadual 441/2008, a proibição da cama-de-frango. A portaria entrou em vigor no início de 2009, tendo total apoio do Ministério da Agricultura, Ministério Público e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). Não há registros de ocorrência da EEB no país, pois o sistema de alimentação do rebanho brasileiro utiliza, majoritariamente, capim.

“O importante nesse momento é que o criador esteja consciente de sua responsabilidade e seja nosso parceiro, obedecendo às determinações de segurança sanitária da Adab. Só assim manteremos o rebanho sadio e a população livre de doenças”, disse o diretor-geral da agência, Cássio Peixoto.

O mal-da-vaca-louca é considerado uma zoonose, ou seja, enfermidade que pode ser transmitida ao homem por meio da ingestão de carnes contaminadas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para mais de 200 pessoas mortas pela contaminação da doença em todo o mundo.

Para evitar que essa realidade mundial chegue ao Brasil e à Bahia, a Adab vem realizando um intenso trabalho de fiscalização nas propriedades e campanhas de esclarecimento junto aos produtores.

Também foi proibida a importação de animais vindos de países com registro da EEB e, periodicamente, a Adab realiza fiscalizações no abate de bovinos, caprinos, ovelhas e bubalinos, além da realização de exames em animais com suspeita de doenças nervosas.

Técnicos da agência estão em campo para coletar amostras de alimentos para análise, a fim de verificar a utilização da cama-de-frango, com especial atenção nos períodos secos do ano, quando a prática é mais acentuada para complementar a alimentação do gado.

Ao ser constatado pelos técnicos da Adab, mediante exames laboratoriais, que houve uso de subprodutos na ração, os animais serão encaminhados ao abate em frigoríficos do Sistema de Inspeção Federal (SIF), com aproveitamento da carcaça e a retirada do material de risco para EEB.

Animais sacrificados
“Mas os pecuaristas da Bahia que insistam em alimentar o gado com subprodutos de aves e suínos podem ter seus animais sacrificados e destruídos na propriedade sem direito a indenização, tendo como base a Instrução Normativa 41, de outubro de 2009, do Ministério da Agricultura”, destacou o diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, Rui Leal.

Ele afirmou que a ocorrência do mal-da-vaca-louca em diversos países requer controle rigoroso dos resíduos oriundos de animais na ração de ruminantes e os trabalhos de monitoramento estão entre as exigências para comercialização da carne e seus subprodutos no mercado mundial.

Entre os subprodutos proibidos na composição da alimentação dos animais estão dejetos, sangue e derivados, farinha de sangue, de carne e ossos, resíduos de açougue e produtos que contenham qualquer tipo de proteína e gordura de origem animal.

“O gado que consome esses subprodutos pode contrair também o botulismo, doença causada pela ingestão de toxina do Clostridium botulinum”, observou o médico veterinário da Adab, José Neder.

“Esses subprodutos só devem ser utilizados, de maneira geral, como adubo na agricultura e sua incorporação deve ser imediata no solo para evitar a proliferação de moscas, com especial atenção à mosca-do-estábulo, que pode causar irritação no animal e perda de produtividade nos rebanhos vizinhos das propriedades que utilizam a cama-de-frango como adubo”, informou Neder.


Fonte: Governo da Bahia














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