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Quarta-feira, 09 de junho de 2010 - 15h57m

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PB: inclusão social e diversificação são objetivos da produção de biodiesel na agricultura familiar



João Pessoa/PB

Com a demanda criada pelo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB - houve um impulso nas cadeias produtivas das oleaginosas energéticas com o aumento da produção, organização dos produtores e da comercialização de óleos vegetais.

Esse foi o enfoque inicial da conferência “Inserção da agricultura familiar na produção de oleaginosas para produção de biodiesel – caso da mamona” proferida hoje (9), pelo Coordenador Geral de Biocombustíveis do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA -, Marco Antônio Leite.

A conferência faz parte do IV Congresso Brasileiro de Mamona (IV CBM) e do I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas (I SIOE), que acontece até quinta-feira (10) em João Pessoa, na Paraíba. Os eventos são realizados pela Embrapa Algodão (Campina grande-PB), Embrapa Agroenergia (Brasília – DF) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba.

“A inclusão social é o ponto focal do PNPB”, destacou Marco Antonio, Além disso, a diversificação é um dos grandes objetivos do PNPB,. Em todas as condições edafoclimaticas do País há varias oleaginosas que podem ser usadas para a produção de biodiesel, diz. Em 2006, 99% da produção era proveniente da soja, 0,04% da mamona e 0,9% de dendê. Em 2009, os dados comprovaram que embora pequeno, houve aumento da diversificação, Atualmente, a soja corresponde a 80% da produção de biodiesel, seguido de 15% de sebo bovino e o restante de outras oleaginosas, como algodão e mamona. “Temos a perspectiva, para 2010, de aumentar para 8% o percentual dessas alternativas”, enfatizou o coordenador.

Em 2005, quando se iniciou o PNPB, cerca de 16 mil agricultores familiares participavam do Programa.Para 2010, a perspectiva é de 109 mil em todo o País.o principal motivo para esse grande incremento, foi a adoção do Selo Combustível Social, que incentiva a compra de matéria-prima de produtores familiares, ou de suas associações e cooperativas. . Atualmente, há 47 usinas produtoras de biodiesel, sendo que 31 têm o Selo Combustível Social.. “Com a proposta do Selo Social garantimos o preço e ganhamos com a inclusão social dos agricultores familiares. Foram contratados cerca de 1000 profissionais para dar assistência técnica a fim de atender o programa de mamona e girassol no Nordeste”, declarou.

A perspectiva para 2010, é da liberação de recursos federais no valor de R$ 50 milhões para empresas que participam do Selo Combustível. As aquisições das matérias-primas, passaram de R$68 milhões em 2006 para R$677 milhões em 2009 e em 2010 a previsão é de compra de R$ 1,2 bilhão de produtores familiares.

Em relação à mamona, foram , em 2007, R$3,2 milhões na aquisição por parte das empresas e R$48 milhões em 2010. Dados da Conab mostram que para a safra 2009-2010 foram plantados 137,9 mil ha, sendo que 46 mil destinados à produção de biodiesel.. De acordo com Marco Antônio, a área com mamona em cada propriedade rural fica em torno de 2 a 4 hectares,com produtividade de 600kg por hectare. Essa produção poderá passar para cerca de 1500,kg por hectare com o uso de tecnologia.

“O importante para aumentar a inserção das oleaginosas energéticas é a elevação do nível tecnológico por parte dos agricultores. Para isso, é fundamental a parceria do MDA com instituições como a Embrapa, Emater e Petrobrás e com as cooperativas de produtores”. destacou o Coordenador Geral de Biocombustíveis do MDA.


Fonte: Embrapa Agroenergia














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