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Quinta-feira, 10 de junho de 2010 - 18h34m

Agronegócio > Leite

DF: CNA alerta para baixos preços do litro do leite na entressafra



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Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite

Foto: Wenderson Araújo



Brasília/DF

Os baixos preços do litro de leite pagos aos pecuaristas por algumas indústrias mesmo em época de entressafra, quando habitualmente as cifras do produto costumam ter melhora diante da redução da oferta, têm causado preocupação ao setor produtivo primário.

Nas principais bacias leiteiras do país, a queda tem sido em torno de R$ 0,08 a R$ 0,12/litro. O problema foi discutido nesta quinta-feira (10, na reunião da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo o presidente da comissão, Rodrigo Alvim, ainda não se sabe a principal razão para o comportamento atípico dos preços nesta época do ano, mas as indústrias, ao pagarem baixos preços aos produtores, alegam que há volume significativo de lácteos importados de países como o Uruguai, em detrimento do produto nacional. “Em alguns casos, algumas indústrias chegam a pagar R$ 0,20/litro a menos pelo leite spot fornecido, sobretudo, por algumas cooperativas”, afirma.

Com relação às importações, fato que tem sido argumento pelas indústrias para a queda de preços, Alvim já levou o tema ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, e também deverá pedir providências ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para saber se há de fato volume significativo vindo do país vizinho.

Em abril, foram importadas do Uruguai 1,3 mil toneladas de produtos lácteos, o que, na avaliação de Alvim, não justifica a retração do valor do litro do leite brasileiro da forma que vem ocorrendo, pois a maior cooperativa exportadora daquele país, a Conaprole, não tem produto para exportar, pois seus funcionários estavam de greve até hoje por estar em greve.

Caso se confirme uma quantia significativa dos derivados do leite daqui pra frente, Alvim defende a adoção de licenças não automáticas para importação pelas indústrias brasileiras, a exemplo do que ocorreu com a Argentina no ano passado, após acordo que estabeleceu cota de três mil toneladas do produto a preços mínimos praticados nas exportações da Nova Zelândia.

No ano passado, em decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), foram adotadas licenças não automáticas para as importações de lácteos do Brasil junto ao Mercosul e outros mercados. No entanto, em abril deste ano, Brasil e Uruguai fecharam acordo no qual os lácteos uruguaios entrariam no país em troca da exportação de carne de frango, pescados e animais vivos, acordo criticado por Alvim.

“Nós abrimos o mercado ao Uruguai e exportamos o equivalente em carne de frango a 4% do mercado deles, que é de 120 toneladas mês. Enquanto isso, os produtores de leite ficam com a guilhotina no pescoço recebendo preços cada vez piores. Não podemos permitir que o governo trate um mercado importante como o brasileiro com tanto desrespeito com quem produz tentando abastecer o país e gerar excedentes exportáveis. Então alguma coisa terá de se feita. Queremos providências por parte do governo”, disse Alvim.

Neste sentido, informou o presidente da comissão, o ministro Wagner Rossi solicitou uma nota técnica com argumentos contundentes para discutir o assunto.


Fonte: CNA














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