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Quinta-feira, 10 de junho de 2010 - 19h22m

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PB: pesquisas apontam que aditivos para biodiesel serão obtidos a partir de produtos naturais



João Pessoa/PB

Diversos produtos vegetais poderão ser fontes de anti-oxidantes para melhorar a qualidade do biodiesel brasileiro, afirmou hoje (10) a professora da Universidade Federal da Paraíba, Antonia Lúcia de Souza, no IV Congresso Brasileiro de Mamona e I Simpósio Internacional de Oleaginosas, em João Pessoa.(PB)

Na palestra, denominada “Produção de biodiesel e desenvolvimento de bioaditivos”, a professora mostrou os processos de produção de biodiesel, apontou as principais vantagens da utilização do biocombustível, mas ressaltou alguns dos problemas tecnológicos que ainda precisam ser resolvidos. Entre eles, está a formação de radicais livres, que causam oxidação do biodiesel, o que pode fazer com que o produto não cumpra as normas de qualidade da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Uma das possibilidades de evitar esse problema é adicionar aditivos anti-oxidantes ao biodiesel”, disse a professora, completando tais aditivos podem ser obtidos a partir de produtos naturais. Para que o biodiesel seja considerado “natural”, não podem ser usados produtos sintéticos existentes no mercado e por isso “desenvolvemos extensa linha de pesquisa no Laboratório de Combustíveis e Materiais (LACOM) da Universidade Federal da Paraíba em busca de matérias-primas baratas e de onde os anti-oxidantes possam ser obtidos sem necessidade de processos químicos muito elaborados, o que lhes poderia retirar a classificação de naturais”, explicou a professora.

Dentre os vegetais estudados estão cravo-da-índdia, limão-galego, sementes e frutos de coentro,, canela, alfavaca. Os resultados dos estudos mostram que extrato de alecrim é um bom anti-oxidante para o biodiesel de soja, enquanto o de romã é mais adequado como aditivo ao biocombustível produzido a partir de sebo bovino. “O LCC – líquido residual do processamento da castanha de caju – também está sendo estudado e usá-lo para a produção de anti-oxidantes pode ser uma excelente alternativa para o aproveitamento desse resíduo”, informou Antonia Souza.

O IV CBM e o I SIOE são organizados pela Embrapa Algodão, Embrapa Agroenergia e Secretaria de Agricultura do Estado da Paraíba e contam com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Petrobrás Biocombustível, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Sudene, do Banco do Nordeste, do Sebrae e Universidade Estadual da Paraíba.


Fonte: Embrapa Agroenergia














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