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Sexta-feira, 11 de junho de 2010 - 10h36m

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SP: aprovada versão final do padrão para a soja responsável



V Conferência Internacional de Soja Responsável encerra com definição do documento que norteará a produção do grão, visando o desenvolvimento sustentável.


São Paulo/SP

A partir de 2011 o mundo poderá consumir soja responsável. Essa possibilidade se torna real graças à aprovação do Padrão RTRS de Soja Responsável, ocorrida nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Após o término da V Conferência Internacional da Soja Responsável, membros da RTRS (Round Table on Responsible Soy Association) – produtores e representantes da indústria e sociedade civil - se reuniram em Assembléia Geral para votar a versão final da Carta de Princípios e Critérios da Soja Responsável. Esta versão é resultado de um trabalho desenvolvido desde 2007, pelos Grupo de Desenvolvimento e Grupo Técnico Internacional da RTRS..

O documento apresenta as diretrizes que norteiam a produção responsável da soja, a partir de um desenvolvimento sustentável. Conformidade legal e boas práticas de negócio, condições de trabalho responsável, relação responsável com as comunidades, responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas, são os requisitos básicos do documento a serem cumpridos para a certificação.

Esse novo padrão será agora lançado no mercado, para os produtores interessados em obter a certificação. De acordo com a RTRS, já na próxima safra, os produtores que aderirem às novas diretrizes já colherão soja responsável.

A V Conferência Internacional de Soja Responsável trouxe também um novo panorama para produtores e stakeholders da cadeia de valor do grão. Os últimos painéis do encontro apresentaram exemplos de iniciativas em prol da conservação ambiental e pela discussão de diretrizes capazes de promover o conceito de governança sustentável.

“O encontro entre multi-stakeholders – produtores, indústria e sociedade civil – pode trazer à tona uma nova realidade. É possível produzir soja responsável cumprindo os princípios e critérios da RTRS, esse foi o grande aprendizado obtido no evento”, comentou Jeroen Douglas, Presidente da RTRS, associação organizadora do evento.

Outro momento importante da conferência foi a discussão em torno do biocombustível à base de soja. “Quem está interessado no segmento de biodiesel teve oportunidade de ver o que está movimentando o mercado como, por exemplo, as novas regras ditadas pelos compradores europeus e que têm estimulado a produção socialmente responsável”, acrescentou Christopher Wells, Tesoureiro da RTRS.

A criação de pagamentos por serviços ambientais também despontou como um grande tema na pauta sobre responsabilidade sócio-ambiental. “Há inúmeras formas de compensação para os produtores comprometidos com a questão e a RTRS quer colocar esses benefícios ao alcance de seus membros”, comentou Miguel Hernández, Secretário Executivo da RTRS, ao citar os painéis que abordaram o uso de créditos de carbono e outros sistemas de recompensa já inseridos na cadeia da soja.

Um dos pontos altos do encontro foi a apresentação dos resultados dos testes de campo realizados no Brasil, Índia, Argentina, Estados Unidos e Paraguai. Diversos produtores compartilharam a experiência de ter seguido o padrão sugerido pela Carta de Princípios e Critérios da RTRS para a obtenção responsável do grão, do óleo e do biodiesel de soja.


Fonte: Round Table on Responsible Soy Association (RTRS)














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