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Sexta-feira, 11 de junho de 2010 - 14h00m

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RJ: Universidade Federal Rural apoia agronegócio no Estado



Seropédica/RJ

Setor responsável por um terço de toda a riqueza do Brasil, o agronegócio é o principal motivo do superávit da balança comercial brasileira e, consequentemente, do crescimento da economia. Segundo especialistas, o setor está vivendo um período de modernização tecnológica e continuará a ser o principal indutor do crescimento nacional nos próximos anos.

Entre as principais causas da expansão agropecuária está o investimento nos chamados spin offs acadêmicos – empresas de base tecnológica, originadas de pesquisas aplicadas e desenvolvidas no ambiente universitário por professores e alunos.

No campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica, a 73 km da capital fluminense, está situada a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Agronegócios (Ineagro) que, com auxílio do edital Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro, da FAPERJ, está desenvolvendo desde 2008 um projeto de modernização e ampliação de sua infraestrutura, o que permitiu aumentar o número de empresas incubadas.

O projeto, desenvolvido pela coordenadora de projetos da Ineagro, Stella Regina Reis da Costa, professora da Rural – como é popularmente conhecida a UFRRJ –, já está em fase de conclusão e os resultados têm sido animadores. A principal consequência da reforma do espaço – a ampliação de infraestrutura local, com reforma e padronização das salas, ambientes harmonizados para adequar-se a um ambiente de criação e inovação – foi a ampliação em 50% do número de empresas incubadas, que passaram de oito para doze empresas.

- Antes a Ineagro funcionava em salas improvisadas no Instituto de Tecnologia da Rural, a conexão de internet era de má qualidade e o espaço não estava adequado para o desenvolvimento de um ambiente de inovação - recorda Stella.

- Hoje temos uma conexão de internet de alta velocidade, as salas estão padronizadas, reformadas e adequadas à criação e inovação - acrescenta.

- Antes do apoio da FAPERJ tínhamos sete estações de trabalho, que abrigavam por vezes até oito empresas no espaço compartilhado. Agora, abrigamos dez estações, que compartilham as doze empresas atuais - explica Stella.

Também foi montado um planejamento estratégico com ações de marketing para ampliar a comunicação da Ineagro com a sociedade e com a universidade, que já está em fase final de conclusão.

- Capacitamos nossos alunos para o empreendedorismo. Ano passado fomos contemplados com um projeto do Serviço Brasileiro de Apoio à Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) para capacitação das empresas residentes, que já está em andamento. Também estamos em fase de captação de recursos para a elaboração do plano diretor para instalar um parque tecnológico numa área de setecentos mil metros quadrados, já reservada pela UFRRJ, onde também ficará a incubadora - recorda.

Stella ainda destaca o impacto social das empresas residentes, que atualmente oferecem cerca de 35 vagas para estagiários de nível técnico e superior e para administradores e engenheiros.

- Além disso, alguns projetos desenvolvidos pela empresa incubada Poranga estão ajudando na capacitação de 10 a 15 trabalhadores sem-terra lotados em assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) da região para desenvolverem em suas comunidades, projetos em agricultura familiar e processamento de frutas, legumes e verduras orgânicas - complementa.

Stella destaca que, graças ao projeto apoiado pela Fundação, as empresas incubadas foram estimuladas a acompanhar a execução de projetos para órgãos de fomento e iniciativa privada.

Como consequência, a empresa Agribio Defensivos Alternativos (produtos à base de microorganismos e substâncias naturais para controle de pragas e doenças de plantas, que sejam menos agressivos ao homem e o meio ambiente) foi contemplada com Programa Prime, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com o projeto "Microencapsulação de um agente de biocontrole em matriz polimérica", e também recebeu recursos dos editais Apoio à Inovação Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro e Pensa Rio, ambos da FAPERJ, para desenvolver os projetos "Microencapsulação de Trichoderma spp em matriz polimérica" e "Produção de morango na região serrana do RJ: Diagnóstico da diversidade microbiana e seleção de insumos para redução de agroquímicos".

A BMT Referencial (Geoprocessamento e referenciamento de imóveis rurais, mapas geográficos digitais para mapeamento da economia rural) também foi contemplada pelo Programa Prime da Finep com o projeto "Sistema de Informações Geográficas (SIG) associado à tecnologia da informação, aplicado ao ambiente organizacional".

Com outro projeto de SIG, desta vez, para região metropolitana do Rio de Janeiro, a empresa recebeu recursos do edital de Apoio ao Desenvolvimento à Tecnologia da Informação, da Fundação. Com os projetos "Mapeamento digital e monitoramento das áreas de mangue do litoral fluminense, através de tecnologias digitais de geoprocessamento" e "Diversidade biológica na Ilha Grande: uma análise sintética dos processos e base para pesquisas de longa duração", também foi contemplada com apoio dos programas Prioridade Rio e Pensa Rio, também da FAPERJ.

Com apoio do Programa Prime, a Casa Barbinotto (cachaças artesanais de alambique) recebeu auxílio para aperfeiçoamento de sua produção artesanal. A Poranga (sementes e mudas certificadas) também recebeu apoio do Programa Prime para produzir sementes e mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em Seropédica. Com o edital Auxílio ao Desenvolvimento Tecnológico (ADT1), da FAPERJ, recebeu recursos para desenvolver o projeto "Inventário florístico e fitossociológico da reserva de preservação de produtos naturais dos Sítios Poranga, Angaba e Porangaba, em Itaguaí".

Já a Gomes e Brito (licenciamento ambiental, produção de mudas, silvicultura, medições) foi outra que ganhou apoio do Programa Prime para seu projeto de utilização de matéria orgânica do lixo para a produção de mudas de espécies florestais.

A coordenadora do projeto de ampliação da Ineagro explica que, segundo levantamento feito pela empresa de consultoria Instituto Inovação, 40% dos grupos de pesquisa em biotecnologia do País procuram soluções para o agronegócio.

- Neste setor, o Brasil compete de forma igualitária com as maiores potências econômicas mundiais. Com investimentos, poderemos ser referência em inovação tecnológica na área agropecuária para os países tropicais - afirma Stella.


Fonte: Governo do Rio de Janeiro














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