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Segunda-feira, 14 de junho de 2010 - 18h17m

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GO: Comigo realiza nova rodada do Circuito de Palestras em Paraúna e Santa Helena



Paraúna/GO

A Comigo, realiza nos próximos dias 16 (quarta) e 17 (quinta), a última rodada do Circuito de Palestras, em comemoração aos 35 anos da Cooperativa. O evento acontece a partir das 20 horas e será realizado em Paraúna, no dia 16, na Associação Atlética Comigo; e em Santa Helena no Clube Recreativo em Santa Helena.

A Cooperativa convidou para estas palestras especialistas do Canal Rural: o analista financeiro Miguel Daoud, o jornalista João Batista Oliveira, os meteorologistas Paulo Etchichury e Desiree Brandt, que vão discorrer sobre o tema: Cenário Político Econômico e o Fator Eleições 2010.

O Circuito de Palestras teve início no dia 8 de junho, em Jataí, na Associação Atlética; depois, no dia 9 de junho, foi a vez de os cooperados de Rio Verde conferir as informações, também na Associação. A média de participação em cada rodada de palestras tem sido de aproximadamente 500 pessoas (cooperados e familiares) na edição de cada município.

Chuvas
O meteorologista Paulo Etchichury, falou nas palestras anteriores que o clima pode influenciar nas tomadas de decisão do produtor na hora do plantio. Segundo ele, a previsão é de atraso nas chuvas no segundo semestre em função do fenômeno La Nina. “As chuvas mais freqüentes que darão umidade e realmente condições de plantio surgirão somente no final de outubro. Com isso, o produtor tem que estar atento quanto ao desenrolar da lavoura para saber quando será o melhor momento de comercialização”, destacou.

Etchichury explicou ainda que outro efeito do atraso das chuvas é que, após o início das chuvas, elas devem se intensificar mais em janeiro. “Por isso, o produtor deve se atentar ao manejo de pragas e doenças da lavoura, pois a maior incidência de chuvas pode torná-la mais suscetível a ferrugem asiática, por exemplo”, justificou o metereologista.

Crise
Já o economista Miguel Daoud, comentou que, muito em breve, o mundo poderá enfrentar uma outra crise econômica e de recessão. “Para mim, sem dúvida nenhuma, a crise nunca terminou. Houve um início dessa crise em 2008, e os governos e bancos centrais socorreram o mercado financeiro, de forma urgente, o que custou muito. Alguns países com crescimento pequeno, principalmente alguns da Europa, se endividaram muito e o custo de juros que tiveram que assumir, dentro de seus orçamentos, é muito alto e isso foi fatal”, explicou.

Segundo ele, a saída é tentar fazer um ajuste na dívida desses países, e quando isso ocorrer o reflexo virá em todo o sistema financeiro. “Eu imagino que nos próximo 12 meses isso deve ocorrer e vai atingir o mundo todo”, justificou.

Daoud acredita que essa crise mundial pode não atingir o Brasil. “Primeiramente, porque ele não se envolveu nessa problemática toda de tentar resolver o problema financeiro dos outros. Os nossos bancos não tiveram que socorrer outras instituições financeiras. O Brasil surge como uma grande oportunidade por sua economia ser baseada na agropecuária. O que surge como ativo real para resolução de problemas financeiras é a segurança alimentar, e hoje no mundo quem tem essa condição é o Brasil”, salientou.

Miguel Daoud disse também que vê o cooperativismo como a resolução para muitos problemas no setor agropecuário. “O Cooperativismo na verdade é uma tendência. Os produtores de cereja dos EUA gastam muito dinheiro com pesquisa para avaliar a demanda e o consumo pelo produto” destacou completando: “a partir disso, ele decide quanto vai plantar, como e o que vai fazer. Isoladamente, se eu estou em num campo de batalha o que é melhor para mim? É melhor para mim que o meu inimigo esteja desorientado, e é assim que tenho visto o agronegócio brasileiro, pois cada parte para um caminho enquanto que deveria se ter um consenso. Na verdade, o ideal que todos se unissem por um mesmo objetivo, ou seja, para conseguir rentabilidade no final.

Política
O economista acredita que a bancada ruralista deveria fazer uma troca, ou seja, exigir do governo a votação da capitalização da Petrobrás com a votação do Código Florestal. “Essa sim é a solução. Isso sem entrar em um mérito de que o que foi ou não feito no passado é certo ou errado. É uma questão política e não estou vendo cobrança das partes interessadas”, opinou.

Sobre o plano Safra 2010/2011, anunciado pelo Governo Federal, Daoud disse que se trata de apenas mais um plano. “Aparentemente não vai atender o produtor, que já enfrenta dificuldades de acesso ao crédito. Os preços mínimos dos produtos agrícolas não serão mantidos, o que é um risco para o produtor. O governo deveria fazer com que as políticas agrícolas que dependem do Plano, fossem realmente executadas a tempo e a hora”, finalizou.


Fonte: Comigo














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